
Chamou-me a atenção então o fato de que não foram apontadas apenas as políticas públicas do tigre asiático em comparação com as tupiniquins, mas, principalmente, a postura dos alunos sul-coreanos em contraste com os brasileiros. Enquanto os primeiros se esforçavam por disputar olimpíadas de matemática e se dedicarem à carreira científica, os nossos faziam campeonatos de truco regados a muita cerveja.
É claro que aqui estamos falando de generalizações, mas a reportagem do G1 (confira aqui) mostra que alguns acadêmicos do Brasil estão muito preocupados com esta nova cultura "Universitária" que tem definido uma geração.
O uso de álcool é bastante incentivado e parece ser um "lugar comum" nas letras de Sertanejo Universitário. O interessante das pesquisas citadas na reportagem é que elas provêm uma base bastante objetiva para comparação. Na nossa sociedade cartesiana (quando lhe convém), parece que temos que mostrar em números o que as pessoas se recusam a aceitar. Pois bem: eles estão aí. Dos 48 autores de sertanejo pesquisados, 85% deles utilizaram a temática, sendo que os campeões recorrem ao assunto 19 vezes em suas letras. Em todas as letras, o consumo de álcool está associado a bem estar, felicidade, diversão e conforto.
Muito oportuno ainda é o título da dissertação de uma das pesquisadoras: "Felicidade engarrafada: Bebidas alcoólicas nas músicas sertanejas". Quem sabe se usássemos melhor os poucos anos da juventude para extrairmos o melhor de nós mesmos ao invés de destruirmos os neurônios com as drogas lícitas e ilícitas, muito mais do que meramente fazer frente aos outros países em desenvolvimento, teríamos uma sociedade melhor, mais justa e, individualmente, um futuro com mais realizações...