sábado, 10 de abril de 2010

A Minoria Esmagadora

O que leva cidadãos de bem, mulheres, pessoas de idade a arrombarem, saquearem e particarem vandalismo?

Em situações de grande medo, de falta de preparo, as massas agem em comportamento de manada, como o estouro de uma boiada. Isto é muito comum nos linchamentos. Os seres humanos começam a pensar coletivamente, o senso individual desaparece. Coisas que os indivíduos jamais fariam sozinhos, fazem sob a influência e coordenação do grupo.

Em novembro de 1955 o cientista Solomon E. Asch publicou uma experiência que realizara com 123 jovens universitários. Cada um destes jovens entrava em uma sala com outros alunos que estavam previamente combinados em fornecer respostas erradas a uma questão bastante simples de comparação entre tamanhos de linhas. Como o cientista havia verificado anteriormente, em situação normal, o percentual de erro era inferior a 1%. No entanto, ao confrontarem-se os selecionados para a pesquisa com todos os outros alunos que davam respostas erradas, o índice de erro subiu para 37%. Os que respondiam corretamente faziam-no, muitas vezes, tímida e hesitantemente.
O homem é um ser sociável. Gosta de companhia. Gosta de se sentir aceito pelo grupo. Gosta de que suas idéias e ações sejam apoiados pela maioria. Ninguém gosta de ser o freak do grupo, ou pior, o freak que não consegue entrar no grupo. A máxima vox populi, vox dei (a voz do povo é a voz de Deus) é ribombada principalmente pela mídia e pela política – dois fenômenos inteiramente dependentes das massas (e, portanto, comprometidos com elas).

Mas, por mais simpático e político que possa parecer, a Bíblia endossa a teoria de que a voz do povo é a voz de Deus?

Certa vez o rei da Síria ficou incomodado com o fato de o profeta Eliseu, por visão divina, revelar ao rei de Israel as emboscadas que ele fazia com o fim de destruí-lo.

“Então [o rei da Síria] enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade. E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” 2Rs 2:14-1.

Enquanto eu era aluno interno no IACS, pelos anos de 1996 a 1997, me chamava a atenção uma placa que ficava na porta do quarto de alguns colegas meus do dormitório, cuja epígrafe me acompanha até hoje: “somos a minoria esmagadora”.
Às vezes nos sentimos sozinhos em nossas lutas contra o mal. Parece que até mesmo as pessoas que deveriam estar seguindo a Deus estão abraçando o erro e chamando o bem mal e o mal bem (Is 5:20).

Podemos pensar que tudo está perdido, que estamos sozinhos em nossas lutas. Parece que o mundo está vencendo de todos os lados. No Evolucionismo, na imoralidade, na mornidão de Laodicéia (Ap 3:16), mas a realidade é que dois terços dos anjos do céu escolheram ser fiéis a Deus (Ap 12:4). Todos os demais mundos são não-caídos, e servem ao Criador do Universo.

Satanás está derrotado. Um terço dos seus semelhantes o seguiu. Dois terços ficaram com Aquele que o derrotou sozinho e desauxiliadamente. Milhares de planetas foram leais. Apenas um caiu.

Jesus é o exército de um homem só. Quem ficar em pé ao seu lado, enquanto todos curvam-se ante a estátua (Dn 3), andará incólume em meio ao fogo. Quem escolhe o lado da verdade, está ao lado da verdadeira maioria e, principalmente, do lado vencedor.

sábado, 3 de abril de 2010

Design Inteligente: Baratas

Baratas viram musas da robótica

Do site: Inovação Tecnológica - 30/03/2010

Baratas viram musas da robótica
Uma barata não pensa muito sobre andar, ela apenas anda. E isso somente a atrasa cerca de 20 por cento quando ela passa sobre blocos que são três vezes mais altos do que seus quadris. [Imagem: John Schmitt]
Maravilha da engenharia

A visão de uma barata correndo para o ralo pode ser repugnante, mas esse desagradável inseto é também uma verdadeira maravilha de engenharia.

Por mais que pareça um contrassenso falar em "inspirar-se em uma barata" para fazer qualquer coisa, engenheiros da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, acreditam que vale a pena mandar também o preconceito para o ralo e transformar as baratas em verdadeiras musas da robótica.

Segundo o Dr. John Schmitt, a natureza parece ter colocado nas baratas "soluções tecnológicas" que permitirão a construção de robôs capazes de andar sobre qualquer terreno, muito mais eficientes do que qualquer outro meio de locomoção já tentado.

Bioinspiração

Na verdade, as baratas vêm sendo alvo de atenção dos roboticistas há algum tempo: uma equipe da Universidade Case Western pretende construir um robô com cérebro de barata.

Em um campo de pesquisas chamado bioinspiração - no qual os cientistas tiram ideias da natureza para melhorar suas próprias engenhocas - a equipe do Dr. Schmitt também já tem prontos seus primeiros protótipos de uma barata robótica.

Dentro de certas limitações, segundo ele, as baratas não têm sequer que usar seus cérebros para correr - eles apenas correm, com uma ação muscular instintiva e que não exige nem mesmo controle reflexo.

"Os seres humanos podem correr mas, francamente, as nossas capacidades não são nada comparadas ao que alguns insetos e outros animais podem fazer," diz Schmitt. "As baratas são incríveis. Elas podem correr em alta velocidade, mover-se facilmente sobre terrenos acidentados e reagir a qualquer perturbação mais rapidamente do que um impulso nervoso no nosso cérebro."

Andar sem pensar

É isso que os engenheiros estão tentando reproduzir em seus robôs. Os primeiros protótipos já conseguem replicar o andar do inseto, mas nenhum deles conseguiria ainda apostar uma corrida com uma barata.

Os robôs, sejam baseados em insetos ou não, absorvem energia demais e exigem um poder computacional para fazê-los funcionar que os torna também pesados e lentos.

Se, como no animal, esse "cérebro de barata" puder ser dispensado para o andar, os cientistas acreditam poder reproduzir praticamente toda a mobilidade do inseto.

"Uma barata não pensa muito sobre andar, ela apenas anda. E isso somente a atrasa cerca de 20 por cento quando ela passa sobre blocos que são três vezes mais altos do que seus quadris. Isso é notável e é uma indicação de que sua estabilidade tem a ver com a sua 'construção' e não com a sua reação," afirma Schmitt.

Baratas espaciais

Ele e seus colegas acabam de publicar um artigo no qual eles descrevem detalhes dessa "engenharia das baratas". Usando modelagem computadorizada, os pesquisadores conseguiram descrever não apenas os movimentos, mas também como o animal acumula e libera energia conforme ele anda ou corre.

O próximo passo da pesquisa será incorporar esse conhecimento nos protótipos de robôs-baratas e avaliar como eles se comportam. Segundo o Dr. Schmitt, nem de longe os seus robôs precisarão ganhar uma corrida de uma barata.

Apenas a capacidade de mover-se por terrenos irregulares, com baixo consumo de energia, e exigindo uma capacidade de processamento mínimo, será um ganho sem paralelo para robôs que serão capazes de explorar áreas devastadas por acidentes naturais ou mesmo caminhar na superfície da Lua ou de Marte [grifos acrescentados].

Nota do Blog: Mais uma vez os engenheiros e cientistas são obrigados a copiarem as idéias da natureza, que apresenta soluções geniais para grandes problemas que os maiores homens, utilizando os mais avançados recursos, não conseguem resolver. Se nós, seres humanos, com todo o nosso raciocínio, todos os nossos computadores, robôs e conhecimento, não conseguimos "nem de longe" alcançar a performance de uma barata, por que não nos questionarmos sobre a inteligência expressa magistralmente nas coisas simples da natureza? "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" 1Co 1:27.

sábado, 20 de março de 2010

Com a Faca e o Queijo na Mão

“Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada” (Pv 8:34).

Há cerca de 3 mil anos, o povo de Israel desejou um rei. Um jovem promissor, que se destacava entre a multidão, foi escolhido. Seu nome era Saul.

Saul era de uma próspera família da tribo de Benjamin. Era alto de forma que aparecia entre a multidão a partir dos ombros para cima. Era belo como nenhum outro em Israel. O profeta Samuel fora encarregado de ungi-lo como o novo soberano da nação, tarefa que cumpriu com alegria. Saul fora ungido com o Espírito Santo, chegou até mesmo a receber o dom de profecia.

No entanto, com o passar do tempo, Saul foi mostrando uma série de fraquezas. Na primeira guerra que enfrentou contra os filisteus, os maiores inimigos de Israel na época, Saul esperou sete dias pela vinda do profeta Samuel, para que este fizesse um sacrifício especial pelo povo. Israel só entraria em combate após a certeza da bênção divina. Angustiado pela demora e pela arregimentação das tropas do inimigo, Saul decidiu oferecer ele mesmo o sacrifício – o que era uma profanação. Tão logo oferecera o sacrifício, o profeta Samuel chegou. Quando viu a cena deplhorável, o ancião disse ao rei que o reino não mais lhe pertenceria.


Pouco tempo após este episódio, também em um enfrentamento com os Filisteus, Saul intentou matar o próprio filho Jônatas, herói daquela batalha, simplesmente porque ele e seus homens comeram mel. O rei, em um súbito de vaidade e precipitação, havia feito um juramento de que ninguém provaria alimento até ao final do dia, o qual não ouvira Jônatas e seus homens.

Em um caso particular, Saul chegou ao “fim da linha”: ao invés de destruir completamente os amalequitas, uma ordem direta data por Deus, “poupou” o melhor do gado para oferecer em sacrifíco ao Senhor, o que se constituia em uma mal-disfarçada mentira.

Depois disto, o Senhor arrependeu-se de ter constituído Saul rei sobre Israel (cf. I Sm 15:11). A partir de então, a vida de Saul foi cada vez mais se afastando de Deus. Morreu vergonhosamente em desespero e medo, logo após consultar um demônio em forma do falecido profeta Samuel, em uma sessão mediúnica com a pitoniza de Endor.


Saul tinha tudo, tinha, como costumamos dizer, “a faca e o queijo na mão”, e jogou tudo pela janela. Simplesmente porque não foi totalmente fiel no que o Senhor lhe ordenara.

Deus havia dito que a tribo de Levi e os sacerdotes por Ele ungidos, apenas, poderiam oferecer-lhE sacrifícios e estarem envolvidos nos serviços santos do templo. Saul racionalizou, humanamente, e relativizou essa clara ordem. Afinal, pensou, “não sou eu o rei de Israel?” não fora ele, também, ungido pelo Senhor? que mal havia em oferecer um sacrifício para o qual o velho profeta Samuel já estava atrasado sete dias?

Por que não tomar do melhor do despojo do povo amalequita para oferecer sacrifícios ao Senhor? Porque tinha que ser tudo ao “pé-da-letra” como mandara Deus? Será que as ordens dadas não poderiam ser flexibilizadas, em nome de um bem maior?


O mundo passa por constantes mudanças. Estas mudanças estão acontecendo cada vez mais rapidamente. A produção de conhecimento, os avanços tecnológicos e científicos estão geometricamente progredindo. As mudanças no clima, na cultura, na política, na sociedade são grandes, rápidas e inegáveis. Mas Deus não muda. O profeta Malaquias nos adverte: “Eu, O Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Ml 3:6).


Ou seja, o mundo pode mudar, o homem pode mudar, as promessas humanas podem ser quebradas. Mas O Deus de hoje é O mesmo Deus de Samuel, O mesmo Deus do velho e do novo testamento. Ele cumprirá Suas promessas.

Isto significa redenção para os justos, e destruição para os ímpios. Não existe relativismo. Não existe uma verdade dependente da cultura. Existe apenas uma Justiça eterna, que Foi, É, e pra sempre Será.

Saul poderia ter se arrependido. Poderia, em humildade, retornar aO Senhor e confessar seu erro. O Senhor não o abandonaria. “... e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6:37). Mas preferiu seguir, obstinadamente, o caminho da destruição.


E você, leitor? Quais são as escolhas que você está fazendo hoje? As decisões que tomamos exatamente agora refletirão para sempre em nosso destino. Cada passo dado nos leva para Deus ou nos afasta dEle. Não há meio-termo. Quem quiser ficar neutro nesta guerra, já escolheu um lado, e o pior: o lado derrotado.


Hoje, você tem a “faca e o queijo na mão”. Tome a decisão correta. Existe um Deus que está lhe esperando de braços abertos, com vida eterna, eterna felicidade, em um lugar maravilhoso, tão real quanto a cadeira em que você está sentado. Tão tangível e material quanto a tela que você olha agora. Ele aguarda apenas a Sua permissão. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10).

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"Renascido do Dilúvio"

O título desta matéria é a transcrição, ipsis literis, do título de uma reportagem da Revista Veja, edição 2.144 de 23 de dezembro de 2009.

A reportagem conta sobre a descoberta, por parte de cientistas espanhóis, de que o mar Mediterrâneo foi formado em cerca de dois anos por uma inundação catastrófica. O Mediterrâneo banha o norte da África e o sul da Europa, e é o mar pelo qual o apóstolo Paulo navegava em suas viagens missionárias.

De acordo com a revista: “o Mediterrâneo atual nasceu de um dos mais espetaculares dilúvios já ocorridos na história do planeta. Há 5,3 milhões de anos [sic], também pelo movimento das placas tectônicas, de acordo com o estudo espanhol, a água do Atlântico se lançou com a força de um tsunami sobre as montanhas que o separavam do Mediterrâneo. As águas correram durante dois anos, com um fluxo equivalente a 1000 vezes o do Rio Amazonas atual, elevando o nível do Mediterrâneo em 10 metros por dia. Trata-se de um ritmo espantoso para acontecimentos naturais [sic] dessa dimensão. A erosão provocada pela correnteza violenta teria criado o Estreito de Gibraltar, estabelecendo a ligação que até hoje perdura entre o Mediterrâneo e o Atlântico. [...] Os cientistas sempre tiveram dificuldade em determinar a dimensão da enchente que devolveu o Mediterrâneo à vida – e quanto tempo ela durou. Achava-se que os registros da passagem da água tinham desaparecido das camadas de solo sob o Estreito de Gibraltar há muito tempo e que, portanto, seria impossível recuperar como o fenômeno se deu. Para levarem a cabo seu estudo, cientistas espanhóis se beneficiaram das prospecções feitas recentemente no estreito com vistas à construção de um túnel ligando a Espanha ao Marrocos, no norte da África. Durante as escavações, descobriu-se que as camadas subterrâneas do estreito abrigam um canal com 500 metros de profundidade e 10 quilômetros de largura. O canal tem formato de U, o que leva a concluir que é remanescente de uma enchente duradoura e de grandes proporções. ‘Até os anos 90, achava-se que a água que fez o Mediterrâneo renascer havia sido conduzida por rios’, diz o geólogo Garcia-Catellanos, que chefiou a pesquisa espanhola. ‘Agora, os cálculos das medidas da erosão mostram que ela só pode ter sido produzida por um fluxo violento de água’, ele completa. [...] Quem vê hoje os recantos paradisíacos do litoral do Mediterrâneo não o imagina como cenário de um cataclismo dessas proporções.”

Impressionantes as declarações destes cientistas! Note as palavras tanto da revista (que é, tradicionalmente avessa, a qualquer visão que não seja a da coalizão extremo-evolucionista doutrinária) quanto de Garcia-Castellanos!

Não entrarei na discussão dos métodos de datação que, preemptivamente utilizam a teoria das antiqüíssimas eras geológicas (viciosa, é verdade) como alicerce para seus cálculos, mas as evidências de um grandioso e cataclísmico dilúvio universal estão se tornando literalmente “uma verdade inconveniente”.

Porque os “cientistas” negam tão veementemente o dilúvio? Muito simples. Há dois anos li “A Origem das Espécies” de Darwin e na simples contemplação deste livro o leitor percebe, claramente, a forte dependência da teoria da evolução em relação às longínquas datas das eras geológicas. Se houve uma destruição recente da terra, e esta destruição pode explicar a coluna geológica como sendo, relativamente, muito jovem, ao invés de conter centenas de milhões de anos, a teoria da evolução rui completamente (embora existam, além deste, inúmeros argumentos contra a referida teoria).

Se a teoria da evolução rui completamente, então, Alguém nos pôs aqui, com fortes chances de ser O Cristo que foi morto e ressurreto (outro tema para exploração à parte). E essa ideologia afetaria a visão que a humanidade tem de si mesma e da sua responsabilidade para com o seu próprio futuro, criticando drasticamente seu modo de vida no presente, o que a maioria de nós não iria gostar nem um pouco.

É verdade que a ciência não pode relegar todas as respostas ao sobrenatural, pois então voltaríamos à Idade Média. Todavia, qualquer cientista com um mínimo de decência e honestidade reconhece a grande falha das teorias científicas em explicar as questões cruciais sobre nosso universo. Segundo a teologia, não é possível ao homem compreender o Infinito. Resta aos cientistas serem menos pastores de São Darwin, com suas tochas acesas contra qualquer um que ouse questionar suas crendices e superstições (leiam-se “teorias”). Resta aos religiosos serem mais cientistas e buscar a fronteira em que a ciência pode penetrar nos desígnios do Infinito, não almejando ultrapassá-la, tampouco se contentando em não alcançá-la.

Corrupção na Ciência do Aquecimento Global. E no Evolucionismo?

Nas páginas amarelas da edição de 23 de dezembro de 2009 da Revista Veja encontrei uma reportagem interessantíssima com o cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg, de 44 anos. Ele é, segundo a revista, um dos mais respeitados entre os pesquisadores céticos em relação aos efeitos catastróficos do aquecimento global.

Este cientista, comentando sobre o escandaloso caso dos e-mails que retém argumentos contra a causa humana para o aquecimento global, diz que “havia uma inclinação evidente para não compartilhar dados com pesquisadores cujos trabalhos não reforçariam a teoria do aquecimento global. Possivelmente os dados foram mascarados [...]”. O cientista, ao contrário do que seria esperado, não acusa os envolvidos ou superlativa estes fatos, mostrando uma posição bastante sóbria. Até aqui nenhuma novidade, mas prossigamos:

“O que eles fizeram é muito sério e perturbador. Esses cientistas formam uma máfia que se apossou da questão do clima. Tive muitos problemas com essa máfia do clima. Quando estava escrevendo meu livro, tentei me corresponder com alguns daqueles pesquisadores que detinham dados pelos quais eu tinha interesse. Recebi de volta algumas mensagens em cujo campo de destinatário eu fui incluído por engano. Foram mensagens reveladoras. Elas diziam: ‘Esse homem é perigoso. Não forneçam nenhum dado a ele. Devemos ter cuidado em não deixar que nossas informações apareçam em pesquisas públicas’”.

Questionado pela revista em relação à atribuição da responsabilidade pelo aquecimento global à ação humana, pelo IPCC, o cientista prossegue: “[...] Se a maior parte dos cientistas diz que algo provavelmente vai acontecer, temos de agir de acordo com essa informação. O que não significa que não se deva garantir financiamento às pessoas que trabalham para descobrir erros nessa proposição. Deveríamos gastar dinheiro com as pesquisas dos céticos justamente para aperfeiçoar a informação que tem dominado os debates”.

A reportagem continua e, infelizmente, Lomborg parece acreditar que os problemas da humanidade se solucionariam completamente com o enriquecimento da população. Mas o que quero chamar a atenção aqui é o seguinte:
A população em geral, incluindo as classes mais educadas e abastadas, tende, via de regra, a dar um crédito aos cientistas mais do que estes mereceriam. Nos filmes, os cientistas deixaram de ser os vilões para se tornarem os salvadores da humanidade. Veja Lex Luthor (das histórias do Super Homem), que continua sendo vilão, mas décadas atrás era um cientista maluco e hoje se tornou mega-empresário ultra-capitalista. Nos últimos grandes sucessos de bilheteria, os cientistas são os mocinhos ou, ao menos, seus colaboradores (veja Independence Day, Twister, O Dia Depois de Amanhã, Hulk, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, etc). Realmente, parece que a mídia e a população em geral confundem a ciência com os ditos dos cientistas. É um grande equívoco!

O que Lomborg mostrou, em adição ao que a imprensa já vem comentando nos últimos dias, é que os cientistas são tão falhos como quaisquer outros mortais (deveria ser óbvio, mas, infelizmente, não é o que a grande mídia tem se esforçado em propagar!). Eles são tão suscetíveis à inveja, ciúme, cobiça, interesses e medos quanto eu e você. E, neste ciclo, podem – assim como as demais classes – sacrificar a verdade e os princípios em prol dos seus interesses. Na realidade, algo que os criacionistas já sabem há muito tempo!

A questão é: Se nos estudos sobre o aquecimento global ocorrem estes problemas, o que garante que o mesmo não ocorra em outras áreas? No evolucionismo, por exemplo? Não poderíamos questionar que não existe espaço para opiniões discordantes da teoria da evolução? Será que todos os dados aos quais os cientistas têm acesso são trazidos ao público? Será que a interpretação destes dados se dá em uma luz imparcial e não-pragmática, estereotipada, do surgimento da vida? Ressalte-se que, além dos dados que apóiam posições contrárias, dos dados que apóiem o paradigma atual, existe um terceiro tipo de dados que é o dos que permitem dupla ou múltiplas interpretações. Estes dados estão sendo analisados sob todos os aspectos possíveis? Estão sendo trazidos ao grande público, custe o que custar? De acordo como entrevistado existe uma máfia em prol de certo viés no aquecimento global. Será que não existem outras máfias de cientistas, ligadas a outras áreas? Para mim, a resposta é muito clara.

Notem que o entrevistado defende que a oposição ao paradigma atual não seja apenas tolerada, mas também incentivada, como forma de desenvolver a ciência! Imagine você o financiamento (conforme sugestão de Lomborg) a pesquisas que busquem alternativas à evolução, em favor do design inteligente, por exemplo... Ceteris paribus, é praticamente impossível conjecturar isto.

O que acontece com as inúmeras evidências das mais diversas áreas da ciência, bem como os artigos científicos, que enfraquecem a teoria da evolução? Por que surgem cada vez mais evidências de um dilúvio cataclísmico de grandes proporções, e as informações não têm grande veiculação? Por que as várias falhas vexativas de interpretação dos diversos "elos perdidos" não foram apresentadas com o mesmo alarde que os artigos que as expuseram, ateriormente, como descobertas?

O questionamento não é a base da ciência? Mais uma vez, pergunto: por quê?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Maravilhoso Cérebro Felino!

Computação cognitiva: IBM simula o cérebro de um gato

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/11/2009

Computação cognitiva: IBM simula o cérebro de um gato
do site: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Nota do Blog

Mais uma maravilha da "evolução": o homem que, com suas máquinas, já ultrapassou a orla externa do sistema solar (mais de 12 bilhões de km), ainda não consegue nem ao menos compreender o funcionamento do cérebro, seja do homem, seja dos bichanos.

A simulação (impressionante!) está auxiliando no teste de hipóteses sobre os mecanismos (sinapses) que conduzem às funções cerebrais, entre elas, o pensar (note a expressão das correntes elétricas - vide White, há 150 anos, motivo pelo qual foi chamada de "louca").

Ou seja, ainda não se tem certeza de como o cérebro funciona... E não se tem certeza de que um dia será possível imitá-lo!

Para simular o cérebro de um simples gatinho, foi usado um monstruoso supercomputador (um dos mais rápidos do mundo). Esta simulação foi meramente estrutural - mostrando os estonteantes trilhões de ligações entre os neurônios. Isto não significa que o computador teve vontade de tomar leite e correr atrás de novelos de lã!!!

Note que a pesquisa simulou "quase em tempo real" o cérebro do felino (ou seja, mesmo se o cérebro funcionasse, ainda assim o gato pensaria, agiria e se comportaria em "câmera lenta").

Cada dia a evolução é mais incrível... no sentido estrito da palavra!!!
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Cientistas da IBM anunciaram a realização de uma simulação computadorizada equivalente ao cérebro de um gato, contendo 1 bilhão de neurônios disparando e 10 trilhões de sinapses individuais - sinapses são os mecanismos de troca de informações entre os neurônios.

Computação cognitiva

O simulador, que representa um progresso significativo na chamada computação cognitiva, foi elaborado pelos pesquisadores da empresa em colaboração com cientistas da Universidade de Stanford e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, ambos dos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, seu objetivo é criar um programa de computador capaz de simular e emular as habilidades do cérebro para a sensação, percepção, ação, interação e cognição.

E, em vez de gigantescos supercomputadores que ocupam prédios inteiros, eles esperam fazer isto em um dispositivo do tamanho do próprio cérebro humano e gastando tão pouca energia quanto este - veja mais sobre o projeto Cérebro Azul e sobre o computador cognitivo.

Chip sinaptrônico

Os cientistas vislumbram a fabricação, no futuro, daquilo que eles chamam de chip sinaptrônico, um processador que funcione utilizando os mesmos mecanismos das sinapses cerebrais.

Para isso eles pretendem se basear na nanotecnologia e nos avanços das memórias de mudança de fase e nas junções de tunelamento magnéticas, criando processadores que funcionem em princípios radicalmente diferentes da computação convencional, do tipo von Neumann.

"Conforme os mundos físico e digital continuam a se mesclar e a computação se incorpora no tecido da nossa vida diária, é imperativo que criemos um sistema de computação mais inteligente que possa nos ajudar a compreender a grande quantidade de informações disponíveis, de forma muito parecida com o nosso cérebro, que é capaz de interpretar rapidamente e agir frente a problemas complexos," Josephine Cheng, diretora de pesquisas da IBM.

Matéria Azul

Além da simulação cortical em grande escala, a equipe revelou o desenvolvimento de um novo algoritmo, chamado BlueMatter (matéria azul), que sintetiza os dados neurológicos e que já está sendo utilizado para a próxima etapa da pesquisa, que prevê alcançar resultados semelhantes na simulação do cérebro humano.

Utilizando técnicas de imageamento por ressonância magnética, os cientistas estão medindo e mapeando as conexões entre todas as localizações corticais e subcorticais no cérebro humano. Isso equivale a desenhar uma espécie de esquema elétrico do cérebro, uma vez que quase todas as sinapses são elétricas - um número menor delas é química.

Segundo os cientistas, esse mapeamento deverá permitir o conhecimento da vasta rede de comunicações cerebrais e, eventualmente, à compreensão de como o cérebro representa e processa as informações.

Simulação do cérebro

Para executar a simulação cortical do cérebro quase em tempo real, superando em número os neurônios e as sinapses encontradas no córtex de um gato, a equipe construiu um simulador cortical que incorpora uma série de inovações em computação, memória e comunicação, assim como sofisticados detalhes biológicos obtidos por meio da neurofisiologia e da neuroanatomia.

Os pesquisadores insistem que seu simulador é uma ferramenta, um instrumento científico, de grandeza comparável à de um acelerador linear de partículas ou de um microscópio eletrônico.

Hipóteses sobre o funcionamento do cérebro

De fato, esta é a mais poderosa ferramenta já construída para testar hipóteses sobre a estrutura do cérebro, sobre sua dinâmica e sobre seu funcionamento.

O algoritmo Matéria Azul, quando combinado com o simulador cortical, permite que os cientistas testem várias hipóteses matemáticas sobre a estrutura e o funcionamento do cérebro, assim como permite que eles avaliem como sua estrutura afeta sua função.

Vale ressaltar que o próprio objetivo dos cientistas - descobrir como funcionam os núcleos computacionais do cérebro e como o processamento cerebral utiliza os circuitos biológicos em suas dimensões micro e macro - está baseado na hipótese de que o cérebro funciona de forma semelhante à de um computador. Ou, pelo menos, de que é possível reproduzir o funcionamento do cérebro utilizando estruturas não-biológicas, como um chip. Somente o avanço das pesquisas confirmará se alguma dessas hipóteses é válida.

Embora esperem inserir todo o dispositivo, no futuro, no interior de um único chip, a simulação do cérebro de um gato rodou em um supercomputador Blue Gene, com 147.456 CPUs e 144 terabytes de memória principal, o que revela a distância que ainda separa a pesquisa do seu objetivo final de construção de um chip sinaptrônico.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Sabatista" não tem vez!

Ingressei, recentemente, no processo seletivo para o doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de SC (UFSC). Esta seria uma ótima oportunidade de conciliar meu trabalho com a academia, uma vez que a temática deste doutoramente é bastante voltada às organizações e, também, em certo sentido, uma interseção entre a minha graduação (Bl. em Informática) e o meu mestrado (Administração).

Este processo seletivo consiste em duas etapas de avaliação. Na primeira, por seis semanas, assistimos aulas on-line na plataforma Moodle do departamento, com a realização de leituras de artigos e provas on-line. Esta etapa foi concluída no último domingo, com o envio de um anteprojeto de pesquisa e um curriculum Lattes.

A segunda etapa consiste em uma avaliação, on-line para os candidatos a mestrado e presencial para os candidatos a doutorado. Esta avaliação será realizada no sábado 07/11/2009, às 14h, em ambos os casos.

Como sou adventista do sétimo dia, contei com a colaboração do meu bom amigo, Dr. Wilson Campos, para um requerimento administrativo solicitando horário especial para a realização das provas e apresentando as considerações sobre a legislação que resguarda os observadores do sétimo dia quanto aos seus direitos constitucionais. O requerimento, pródigo em conhecimento jurídico, somou 12 páginas.

Minha esposa protocolou o requerimento na última sexta-feira na secretaria do departamento de pós-graduação do referido curso. Ontem (quarta-feira) o professor coordenador do curso ligou-me com um tom nada amistoso, afirmando que o documento fora "muito mal recebido" por aquela coordenação, e que a procuradoria da Universidade o estava analisando para prover uma resposta adequada à um pedido "não-legal", nas palavras do professor.

Como fiquei constrangido ao ouvir que o requerimento foi "muito mal recebido" pela coordenação do curso da Universidade, indaguei-o sobre qual seria, então, o procedimento correto. Ele disse-me que, "francamente", eu deveria realizar a prova no mesmo dia e hora "que qualquer outro mortal". Afirmei que isto não ocorreria e que eu não entraria em discussão sobre meus princípios.

Ele disse então que, caso as instituições devessem respeitar os dias de guarda, não se poderia fazer provas no domingo, em virtude dos católicos (como ele, que é ortodoxo), no sábado, em função dos adventistas, e na sexta-feira, em virtude dos muçulmanos, sendo isto um "absurdo". Afirmou-me que ninguém me obrigou a entrar no processo seletivo, "eu havia entrado porque quis". Ele também disse-me que estavam tendo problemas para ver "quem ficaria" comigo até o horário do pôr-do-sol para a realização da prova.

Dez minutos mais tarde, ele tornou a ligar-me afirmando que não havia recebido meu projeto de pesquisa. Que estavam procurando e não o localizaram, mas que eu deveria continuar estudando para a prova, que eles continuariam procurando o projeto. Entendi, então, a saída que aquele departamento encontrou para o "problema".

Minhas suspeitas se confirmaram hoje, com a divulgação dos candidatos cuja inscrição para o processo fora homologada. Você pode adivinhar? Isto mesmo, meu nome não estava na lista. Ao entrar em contato com o mesmo professor, ele afirmou que meu projeto não foi enviado, e que não havia nenhuma reclamação de que projetos não foram entregues. Ou seja, o único projeto não recebido, dos 757 inscritos para as 60 vagas de mestrado e doutorado, foi o meu.

Todavia, enviei o projeto, jutamente com meu curriculum lattes, no domingo à noite, uma hora e meia antes de findar o prazo para tal. Como o sistema da Universidade não emite protocolo de recebimento dos arquivos, não tenho como provar o envio dos mesmos. Também, como não previa que meu pedido "não-legal" seria tão "mal recebido", não raciocinei que deveria protocolar uma cópia física dos documentos na coordenação da pós-graduação da EGC.

Desta forma, lamento que em uma Universidade pública, um curso que se propõe a "gerir o conhecimento", tenha tão pouca consideração pelos direitos das minorias e um tão parco interesse pela formação do indivíduo. Não tinha o desejo veemente de ser aprovado no processo seletivo. Apenas gostaria de ter o direito de concorrer em condição de igualdade com aqueles que professam fé diferente.

Hoje, estou indo dormir me sentindo injustiçado, mas com a consciência tranqüila. Sinceramente, espero que, ao menos, a consciência deste professor e dos demais porventura envolvidos ainda os acuse. Se isto não ocorre, realmente, estamos chegando no limite. Mas estou regozijante, por ter sido achado digno de sofrer afronta pelo nome de Jesus (At. 5:41).

Este é apenas o início. Logo ser-nos-á tirado o direito de "comprar e vender" (Ap. 13:7). Que "os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus" (Ap. 12:17) estejam alertas e cientes do que está por vir. Somos ovelhas em meio de lobos, devemos ser simples como as pombas, e prudentes como as serpentes (Mt 10:16).