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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nova Ordem Mundial: G-24 Pede Coordenação Global para Finanças

G-24 pede coordenação global para fluxo cambial

Yahoo Notícias

Os países emergentes e em desenvolvimento que formam o chamado G-24 pediram hoje uma coordenação global das políticas macroeconômicas para diminuir as crescentes tensões cambiais. O grupo, que inclui Brasil e Índia, emitiu um comunicado no qual censurou as economias avançadas por perseguirem políticas monetárias de taxas de juros muito baixas que provocaram valorização das moedas de outros países.

"As atuais políticas dos países desenvolvidos está levando a fluxos de capital muito significativos para alguns dos países emergentes. Isso está gerando pressão altista sobre as taxas de câmbio", afirmou o ministro de Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan, que preside o G-24. Além disso, Gordhan disse que o aperto de cintos simultâneo das nações avançadas para reduzirem os níveis de dívida "impõe um risco enorme" para a economia global.

Segundo Gordhan, o G-20 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) têm a responsabilidade de manter o senso de cooperação observado nos primeiros dias da recente crise financeira global. O ministro sul-africano pediu um processo no próximo mês para que seja alcançado um consenso sobre políticas macroeconômicas para evitar o ressurgimento de desequilíbrios globais.

O G-24 também destacou a necessidade de reforma do FMI para dar mais voz aos países de menor renda, expressando preocupação com a possibilidade de a pressão por um realinhamento de poder na instituição ocorrer à custa de outras nações emergentes e em desenvolvimento.

Gordhan rejeitou a sugestão do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de que as reformas do FMI devam ser relacionadas à apreciação do câmbio da China. Para Gordhan, não há ligação entre as duas coisas. As informações são da Dow Jones [ênfases acrescentadas].

Nota: A fragilidade econômica, mostrada com as recentes crises financeiras, poderá ser um dos grandes estopins para a criação de uma nova ordem mundial, onde as nações agirão coordenadamente sob uma única batuta, no interesse do "bem comum". Medidas que são hoje impensáveis poderão rever os direitos sobre capital e propriedade, bem como a expansão do poder do Estado na vida privada. Ressalte-se a possibilidade de um dia para "equilibrar as contas" (semanalmente, de preferência). Os quatro ventos estão sendo soltos.

Crise dos Alimentos: Ucrânia e Rússia Impõem Restrições à Exportação

Ucrânia limita suas exportações de cereais até o final de 2010

yahoo notícias

KIEV (AFP) - A Ucrânia, um dos principais exportadores mundiais de cereais, decidiu impor cotas às exportações desses produtos até o final do ano, afirmou nesta quinta-feira um porta-voz do governo, Artem Petrenko.

O governo ucraniano decidiu permitir a venda de 2 milhões de toneladas de milho, de 500.000 toneladas de trigo e de 500.000 toneladas de cevada.

Esta medida permanecerá em vigor até o final do ano, acrescentou Petrenko.

Entre outubro e dezembro de 2009, a Ucrânia exportou 3,26 milhões de trigo, 1,54 milhão de toneladas de cevada e 2,42 milhões de toneladas de milho, segundo a agência ucraniana de análises do setor agrícola Proagro.

A Ucrânia, principal abastecedor mundial de cevada e sexto de trigo produzido pelo fértil solo das terras negras, sofreu uma onda de calor durante o verão boreal que levou o governo a reduzir suas previsões de colheita de cereais a 39 milhões de toneladas contra 46 milhões de toneladas em 2009.

A Rússia, também afetada pela seca, impôs, por sua parte, um embargo total a suas exportações de cereais a partir de 15 de agosto até o fim do ano, o que disparou os preços nos mercados mundiais [ênfases acrescentadas].

Nota: em breve a produção de alimentos e fornecimento de água potável se tornarão críticos para a sociedade. A superpopulação, os problemas climáticos e o desequilíbrio do ecosistema gerado pela atividade humana são riscos reais ao abastecimento. Interessante notar como a mídia e a política tiraram da pauta o importante assunto da crise de alimentos, que estava em alta cerca de dois anos atrás. Este assunto foi substituído pela crise econômica de 2008, pelas catástrofes naturais e, simplesmente, foi abandonado, sem ter sido resolvido.

A comoditização e baixa precificação dos produtos naturais exportados pelos países em desenvolvimento pode se reverter nas próximas décadas, sendo que os alimentos podem se tornar produtos de alto valor de troca.

Países como a Ucrânia e a Rússia estão despertando para a situação e impondo restrições legais para a exportação dos recursos. O Brasil, até agora um grande celeiro, precisa estar atento para esta realidade do século XXI. A compra de terras por estrangeiros finalmente começou a ser melhor regulamentada, mas especialistas dizem que ainda é pouco. Sem as devidas providências, as populações carentes dos países em desenvolvimento podem não ter chance de arcar com os preços gerados pelo aumento da demanda. Também podem ter suas necessidades não supridas por suas terras cultiváveis serem usadas para produção de combustíveis vendidos no país ou no exterior.

"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares" Mt 24:7

domingo, 30 de maio de 2010

Ban diz que integrar culturas acabaria com maioria dos conflitos mundiais

Ban diz que integrar culturas acabaria com maioria dos conflitos mundiais

Do site yahoo notícias: http://br.noticias.yahoo.com/s/28052010/40/mundo-ban-diz-integrar-culturas-acabaria.html

Sex, 28 Mai, 11h36

Rio de Janeiro, 28 mai (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou hoje que a integração entre culturas e religiões diferentes, objetivo da Aliança de Civilizações, permitirá superar a maioria dos conflitos mundiais.

"Três quartos dos conflitos mundiais hoje em dia têm um componente cultural", afirmou Ban na cerimônia de abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, que acontece até amanhã no Rio de Janeiro.

Segundo o secretário-geral da ONU, para superar esses conflitos é necessário construir sociedades inclusivas e comunidades que vivam com respeito mútuo e confiança.

Ban acrescentou que a construção dessas sociedades, assim como qualquer processo de paz, exige a participação das comunidades no processo e grandes esforços em matéria de educação.

Ele disse que o papel da Aliança de Civilizações é precisamente incentivar a aproximação entre culturas e religiões por meio da educação e de trabalho com os jovens, para que deixem de ser vítimas dos radicalismos e se tornem atores da inclusão.

Um total de "70% dos africanos tem menos de 30 anos e a metade da população mundial está abaixo dos 25. Temos que aproveitar esse enorme potencial", disse o secretário-geral, ao incentivar os membros da Aliança de Civilizações a prosseguirem com ações que têm o objetivo de formar jovens.

Ban disse ainda que os países que formam a aliança também têm que aproveitar as ferramentas da globalização, que podem ser tanto benéficas quanto contraproducentes se mal usadas.

"A globalização nos permitiu um maior acesso à informação e a mais tecnologia, mas o ódio também ficou a um clique de distância", disse.

"Temos que lutar contra os estereótipos e os rótulos que separam as culturas e mostrar aos jovens que existe mais de uma forma de ver as coisas", acrescentou.

A Aliança de Civilizações, uma iniciativa lançada em 2004 pelos Governos de Espanha e Turquia na Assembleia Geral da ONU, conta com 100 países e 20 organizações internacionais.

Na cerimônia inaugural também discursaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, o alto representante da ONU para a Aliança de Civilizações e ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio, e o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos. EFE

Nota: Impressionantes declarações de nada menos do que o Secretário Geral da ONU. Trabalhar pela integração de culturas e religiões como forma de trazer a paz mundial será o grande objetivo do mundo dentro de poucos anos. Esta harmonia sinaliza que abordará, inclusive, as questões climática e econômica. A igreja católica se oferecerá gentilmente para liderar o processo de integração. Enquanto isto, os sectários que se recusarem a cooperar neste esforço global passarão a ser considerados como insurgentes e inimigos do bem comum. A propósito, tem sido digna de nota a quantidade de palestras do nosso presidente Lula sobre "Nova Ordem Mundial" na ONU (acesse o Google ou o Yahoo Notícias e digite os termos Lula e Nova Ordem Mundial e confira). Esta "Nova Ordem Mundial" significa nada menos que a ruptura de um paradigma e o estabelecimento de novas regras que diminuirão a liberdade do indivíduo e das minorias (as quais não se tem interesse) em privilégio de uma nova visão da relação entre as nações e do homem para com o planeta.