segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sistema com Seis Planetas Surpreende Astrônomos

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/02/2011

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Concepção artística do sistema planetário "comprimido" com planetas grandes muito próximos à sua estrela.[Imagem: NASA/Tim Pyle]

Sistema planetário.zip

Ele não é apenas um sistema planetário como nunca se viu antes.

O que o telescópio espacial Kepler agora revelou foi um sistema planetário que ninguém esperava encontrar.

Há 2.000 anos-luz da Terra, a estrela agora batizada de Kepler-11 é bem parecida com o Sol.

Mas os planetas ao seu redor transformam em poeira cósmica os modelos de formação de planetas considerados válidos até hoje.

São seis planetas identificados até agora ao redor da Kepler-11, variando entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra - os maiores têm dimensões comparáveis a Urano e Netuno.

Cinco deles têm períodos orbitais entre 10 e 47 dias, o que significa que a órbita de todos eles fica dentro de uma região que cabe dentro da órbita de Mercúrio. É um sistema planetário absolutamente compactado.

O sexto planeta é maior e só um pouco mais distante, com um período orbital de 118 dias e uma massa ainda indeterminada - se estivesse em nosso Sistema Solar, orbitaria entre Mercúrio e Vênus.

Teorias.pó

Nenhum modelo de formação planetária apontaria a possibilidade de tal adensamento de planetas na proximidade das estrelas. E menos ainda com a sua composição provável, muito semelhante à de Urano e Netuno, que ficam muito mais distantes da nossa estrela.

Não é para menos. As teorias de formação de planetas foram feitas tendo como base de estudo unicamente o Sistema Solar, que era o único que os cientistas conheciam até poucos anos atrás. À medida que novos exemplos de sistemas planetários são encontrados, torna-se mais fácil elaborar teorias melhores.

"O sistema planetário Kepler-11 é incrível", disse Jack Lissauer, membro da equipe científica do telescópio Kepler. "Ele é incrivelmente compacto, ele é incrivelmente plano e há um número surpreendentemente grande de planetas grandes orbitando perto da sua estrela".

"Não sabíamos que tais sistemas poderiam existir," resume ele.

As densidades dos planetas (derivadas da massa e do raio) fornecem pistas sobre suas composições. Todos os seis planetas têm densidades mais baixas do que a da Terra, provavelmente formados por uma misturas de rochas e gases, possivelmente incluindo água.

A parte rochosa responde pela maior parte da massa dos planetas, enquanto o gás responde pela maior parte do seu volume.

"Parece que os dois mais internos poderiam ser formados principalmente de água, possivelmente com uma fina pele de gás, hélio-hidrogênio, por cima, como mini-Netunos," disse Jonathan Fortney, outro membro da equipe. "Os mais afastados têm densidades inferiores à da água, o que parece indicar atmosferas significativas de hélio-hidrogênio."

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Comparação das órbitas dos planetas da Kepler-11 e do nosso Sistema Solar. [Imagem: NASA/Tim Pyle]

Cérebros quentes

Isto é surpreendente, porque um planeta pequeno e quente não deveria conseguir manter uma atmosfera tão leve.

"Estes planetas são muito quentes por causa de suas órbitas próximas, e quanto mais quente eles são, mais gravidade precisam para manter a atmosfera," explicou Fortney.

"Meus alunos e eu ainda estamos trabalhando nisso, mas nossas hipóteses são de que todos estes planetas provavelmente começaram com uma atmosfera de hélio-hidrogênio mais massiva, e nós vemos os restos dessas atmosferas naqueles mais distantes. Os mais próximos provavelmente já perderam a maioria dela."

Nota: com a descoberta dos exoplanetas, a partir dos anos 90, muitas teorias precisaram ser revistas. As incertezas sobre a origem e desenvolvimento do cosmos não combinam com a arrogância dos fundamentalistas darwinianos que baforeja aos quatro ventos as "leis" da evolução. E se estes planetas possuem atmosfera simplesmente porque suas estrelas não tiveram tempo de ejetá-las da superfície? e se estes sistemas não são tão antigos quanto se pensa? - Não se pensa! qualquer coisa que diminua os bilhões de anos de um sistema planetário estável e frio joga na latrina as já matematicamente improváveis margens da evolução. Descartar os fatos para abraçar as teorias... Isto não é ciência.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aviões deveriam se parecer com pássaros?

Aviões deveriam se parecer com pássaros?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/12/2010

Aviões deveriam se parecer com pássaros?
Os aviões modernos voam bem mas, do ponto de vista da eficiência do combustível, eles teriam muito a ganhar se parecessem um pouco mais com os pássaros.[Imagem: RJ Huyssen/NU,RSA]
Aviões-pássaros?

Embora ambos voem, aviões não se parecem muito com pássaros - a menos que você esteja imaginando um pássaro muito estranho ou um avião muito esquisito.

Mas será que aviões deveriam se parecer com pássaros? Ou, de outro modo, haveria algum benefício se o desenho dos aviões se aproximasse um pouco mais da aparência de um pássaro?

Geoffrey Spedding, da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), e Joachim Huyssen, da Universidade Nordeste (África do Sul), acreditam que sim.

O objetivo dos dois engenheiros era descobrir formas de fazer com que os aviões consumam menos combustível. Para isso, eles abandonaram o desenho tradicional do "tubo com asas" e voltaram à estaca zero.

Sustentação e arrasto

Os pesquisadores projetaram uma aeronave simples e modular em três configurações: uma asa voadora individual, então asas mais um corpo e, em seguida, asas mais corpo e uma cauda.

Foram analisados os fluxos de ar em vários ângulos em relação às asas, corpo e cauda, em busca de formas de obter a maior sustentação - importante para o transporte de cargas - e o menor arrasto - importante para uma maior eficiência do combustível.

Os pesquisadores estabeleceram que, para qualquer proposta dada, em termos de capacidade de carga, autonomia etc., o melhor avião seria aquele que gerasse o menor arrasto possível.

Aviões deveriam se parecer com pássaros?
Alguns anos atrás, um planador com cauda mínima foi testado com sucesso em voo, mas protótipos maiores para aviões comerciais nunca foram construídos. [Imagem: RJ Huyssen/NU,RSA]

As asas voadoras se mostraram a base fundamental ideal, mas impraticáveis - é difícil colocar carga e pessoas lá dentro. Então eles adicionaram um corpo para minimizar o arrasto e, mais importante, uma pequena cauda, que serve essencialmente para anular os distúrbios aerodinâmicos criados pelo corpo.

Cauda mínima

Infelizmente, a presença de um corpo diminui a sustentação e aumenta o arrasto. Em termos teóricos, isso pode ser resolvido com a adição de uma "cauda mínima".

Uma cauda mínima em relação às que os aviões atuais possuem - mas o resultado é que os aviões ficam muito mais parecidos com os pássaros.

Alguns anos atrás, um planador com cauda mínima foi testado com sucesso em voo, mas protótipos maiores para aviões comerciais nunca foram construídos.

"O ponto mais importante é que podemos estar desperdiçando grandes quantidades de combustíveis fósseis ao voar em aeronaves com projetos fundamentalmente sub-ótimos," diz Spedding.

"No mínimo, podemos mostrar que existe um projeto alternativo que é aerodinamicamente superior. Existe agora um imperativo para aprofundar esses projetos, e talvez outros, que poderão fazer uma diferença significativa para o nosso padrão global de consumo de energia," conclui ele.

Nota: depois de um século de conquista dos céus (mais pesada que o ar), descobre-se que o melhor projeto para vôo com carga útil é semelhante ao dos pássaros. Responda com sinceridade: será que a "evolução" teve tempo de testar todos os projetos que não funcionam ou que não funcionam tão bem (incluindo o nosso consagrado modelo de avião) e "selecionar" o melhor projeto para as espécies de aves? Lembre-se que este modelo, a priori, deve ter sido incorporado no "ancestral" de todos os pássaros (dinossauro?), já que seu modelo é replicado em todos os descendentes. Caso sua resposta seja sim, onde estão os fósseis dos projetos não tão bem sucedidos? E não me venha com aquelas ambiguidades altamente especulativas de dinossauros com asas e penas, que não sei de onde tiram... haja imaginação, e dá-lhe falta de ciência!

A engenharia aeronáutica de nossas aves parece muito mais ter sido obra de um fino design, otimizado desde o princípio. Por que algumas coisas, na natureza, parecem não funcionar? Duas respostas básicas: 1. Porque, em muitos casos, ainda não as entendemos seu perfeito encaixe (chegamos, no passado, a considerar o fígado um órgão sem função, recessivo da evolução) e 2. Porque, há seis mil anos, um gerador de caos e desordem entrou no cenário. Mas isto é tema para outro post...

Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada

Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/12/2010

Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada
"A questão básica do que é o vácuo, o que não é o nada, vai além da ciência."

Sob as condições adequadas - que incluem um feixe de laser de ultra-alta intensidade e um acelerador de partículas de dois quilômetros de extensão - pode ser possível criar algo do nada.

É o que garante Igor Sokolov e seus colegas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

O grupo desenvolveu novas equações que descrevem como um feixe de elétrons de alta energia, combinado com um intenso pulso de laser, pode rasgar o vácuo, liberando seus componentes fundamentais de matéria e antimatéria, e desencadear uma cascata de eventos que gera pares adicionais detectáveis de partículas e antipartículas.

Criar matéria do nada

Não é a primeira vez que cientistas afirmam que um super laser pode criar matéria do nada. De um nada que não é exatamente ausência de tudo, mas uma sopa fervilhante de ondas e campos de todos os tipos, onde partículas virtuais surgem e desaparecem o tempo todo.

Em 2008, um artigo publicado na revista Science descreveu como a matéria se origina de flutuações do vácuo quântico.

"Agora nós pudemos calcular como, a partir de um único elétron, podem ser produzidas várias centenas de partículas. Acreditamos que isso acontece na natureza, perto de pulsares e estrelas de nêutrons," afirma Igor Sokolov, um dos autores do estudo.

Foi um grupo de brasileiros que demonstrou recentemente que uma estrela de nêutrons pode acordar o vácuo quântico.

O que é o nada?

Na base de todos estes trabalhos está a idéia de que o vácuo quântico não é exatamente o nada.

"É melhor dizer, acompanhando o físico teórico Paul Dirac, que um vácuo, ou um nada, é a combinação de matéria e antimatéria - partículas e antipartículas. Sua densidade é tremenda, mas não podemos perceber nada delas porque seus efeitos observáveis anulam-se completamente," disse Sokolov.

Em condições normais, matéria e antimatéria destroem-se mutuamente assim que entram em contato uma com a outra, emitindo raios gama, que já se imaginou aproveitar para construir um laser de raios gama.

"Mas sob um forte campo eletromagnético, este aniquilamento, que tipicamente funciona como um ralo de escoamento, pode ser a fonte de novas partículas," explica John Nees, coautor do estudo. "No curso da aniquilação, surgem fótons gama, que podem produzir elétrons e pósitrons adicionais."

Um fóton gama é uma partícula de luz de alta energia. Um pósitron é um anti-elétron, uma partícula gêmea do elétron, com as mesmas propriedades, mas com carga positiva.

Reação em cadeia

Os que os cientistas calculam é que os fótons de raios gama produzirão uma reação em cadeia que poderá gerar partículas de matéria e antimatéria detectáveis.

Em um experimento, preveem eles, um campo de laser forte o suficiente irá gerar mais partículas do que as injetadas por meio de um acelerador de partículas.

No momento, não existe nenhum laboratório que tenha todas as condições necessárias - um super laser e um acelerador de partículas - para testar a teoria.

Mas, para Sokolov, o tema já é fascinante o suficiente do ponto de vista filosófico.

"A questão básica do que é o vácuo, o que não é o nada, vai além da ciência," afirma ele. "Ela está profundamente incorporada não apenas nos fundamentos da física teórica, mas também da nossa percepção filosófica de tudo - da realidade, da vida, e até mesmo da questão religiosa sobre se o mundo poderia ter vindo do nada."

Recentemente, físicos do LHC conseguiram capturar antimatéria pela primeira vez - veja também CERN dá mais um passo no estudo da antimatéria. (ênfase acrescentada)

Nota: Até alguns anos atrás, poderia se dizer que a idéia de que Deus havia criado o mundo a partir do nada era fisicamente impossível, e conjecturas sobre a "Terra sem forma e vazia" e a "face das águas" foram levantadas, por alguns segmentos criacionistas, como evidências de matéria pré-existente com a qual Deus criara o mundo. Alguns raciocinaram que daí poderia se explicar a datação das rochas como sendo muito, muito antigas.

O novo mundo que a física quântica começou a propor na segunda metade do século XX abriu as portas para o inimaginável na mecânica clássica, como a criação da matéria a partir do "nada". Mas os pontos vão para aqueles bem-aventurados "que não virarm e creram", desde o princípio. Não é hora de refletir sobre a complexidade da vida e, principalmente, do homem? Não é hora de levar o tão antiquado e fora-de-moda Livro mais a sério? Veja as evidências.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Execução da Mulher Iraniana: A Necessidade da Lei de Deus

Reportagem: BBC Brasil

Execução de iraniana foi assistida por ex-amante e família da vítima

Jahed durante seu julgamento, em 2004

Segundo relatos, iraniana passou seus últimos momentos chorando

A iraniana Shahla Jahed, enforcada nesta quarta-feira sob acusação de homicídio em Teerã, foi executada na presença de seu ex-amante e da família da vítima – que era a esposa oficial dele.

Jahed foi acusada de matar a facadas, em 2002, Laleh Saharkhizan, mulher de Naser Mohammadkhani, seu ex-amante e estrela do futebol que alcançou fama nos anos 80 e 90.

A condenação de Jahed foi baseada em uma suposta confissão, que ela depois disse ser falsa durante um julgamento público.

Segundo relato obtido pelo jornal britânico The Times, Jahed passou seus últimos momentos chorando, com a corda amarrada em seu pescoço, enquanto Mohammadkhani, o ex-amante, observava em silêncio.

De acordo com o Times, o filho do atleta foi quem empurrou a cadeira onde Jahed estava sentada, levando a cabo a execução. Já segundo a imprensa iraniana, esse papel coube ao irmão de Saharkhizan.

Segundo a Anistia Internacional, que fez campanha contra a pena de morte de Jahed, a lei iraniana permite que, em caso de assassinato, a família da vítima participe da execução do condenado pelo crime. A família também pode perdoar o condenado e aceitar uma compensação.

A Anistia Internacional disse à BBC Brasil acreditar que Jahed foi torturada e forçada a confessar o assassinato.

Últimos momentos

O advogado de Jahed, Abdolsamad Khorramshahi, descreveu ao Times os últimos momentos de sua cliente.

“Ela só chorava. Não dizia nada. Pedi-lhe que falasse algo, mas ela só chorava”, declarou.

“Até o último momento, a família da vítima não deu consentimento (para cancelar a execução). Todos na sala lhes pediram que a perdoassem, mas infelizmente eles não aceitaram." O perdão dos parentes da vítima seria o suficiente para evitar o enforcamento.

"Naser Mohammadkhani também estava lá e não disse nada”, agregou o advogado.

Esposa temporária

Em seu julgamento, Jahed foi retratada como uma fã obcecada de Mohammadkhani.

O caso trouxe à tona a vida dupla do esportista, que tinha Jahed como “esposa temporária” enquanto mantinha casamento e filhos com a vítima, Saharkhizan.

Autorizado pela lei iraniana, um casamento temporário pode durar de alguns dias a alguns anos, desde que o marido arque com as despesas da mulher. A união pode, em seguida, ser anulada ou renovada.

Críticos do regime qualificam o casamento temporário como uma forma de “prostituição legalizada”.

O caso de Jahed repercutiu internacionalmente em meio a críticas ao Irã pela possível condenação à morte de Sakineh Ashtiani, também condenada por assassinato e que, segundo grupos de direitos humanos, também foi forçada a confessar. [Ênfases acrescentadas]

Nota: Sem o intuito de desmerecer a religião islâmica que, em na sua essência, possui muitos dos valores do cristianismo, podemos ver os trágicos resultados da transgressão da Lei de Deus (pecado) na história desta mulher iraniana. O sétimo mandamento ordena: "não adulterarás" (Ex 20:14; Dt 5:18). A fantasia do adultério sem comprometimento é uma ilusão. Diz o sábio Salomão: "Pode alguém tomar fogo eu seu peito sem que sua roupa se queime?" (Pv 6:27). Assim como é impossível para alguém segurar um feixe de lenha em chamas e não se queimar, é impossível ter uma relação proibida por Deus e não sofrer as consequências desta transgressão. Certamente este jogador de futebol, no momento do seu delito, não imaginaria que sua esposa seria assassinada e, vários anos depois de sua "aventura", sua amante seria enforcada pelo seu próprio filho (ou seu cunhado). Como disse o evangelista da TV Novo Tempo no Mega Jovem de Florianópolis, em novembro, "o pecado sempre fará você se comprometer mais do que deseja e ficar mais tempo envolvido com ele do que você gostaria".

De igual forma, a família da vítima não pôde praticar o perdão. A vida da amante poderia ter sido salva com um simples "eu perdoo". Apesar dos apelos de todos na sala, aquela família amargurada pela dor não sentiu ser seu dever impedir que as consequências do mal se alastrassem. É muito fácil para nós, sentados em frente ao computador, no conforto do nosso lar, dizermos que a família deveria perdoar a sentenciada. Mas e se fosse nossa mãe, irmã ou filha que tivesse sido assassinada por sua concorrente amorosa ilegítima, teríamos esse princípio tão claro em nossa mente? A resposta é óbvia. O perdão não é natural do homem, ele é um dom de Cristo. Sem o Espírito Santo comunicando essa faculdade sobre-humana, é impossível ao homem perdoar.

A lei iraniana permite ao homem (e só a ele) ter um "cônjuge temporário". O resultado desta "legalização" de uma transgressão moral foi morte (duas), dor, sofrimento, vingança, culpa e desilusão. Esta poderia ser uma advertência para nosso país que está em vias de aprovar leis que enfraquecerão mais ainda os já sacudidos laços familiares e matrimoniais. Para quem acha que o Estado não deve interferir nos assuntos morais (na realidade, proteger instituições mais antigas e maiores do que o Estado), seria interessante refletir um pouco mais com estes exemplos trazidos de além-mar.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gêmeo criado como menina e vítima de experiência de psicólogo

BBC Brasil

O drama de um menino canadense criado como menina após perder o pênis em um acidente durante um procedimento de circuncisão nos anos 1960 é o tema de um programa transmitido nesta semana pelo Serviço Mundial da BBC.

Os gêmeos Bruce e Brian Reimer nasceram como meninos perfeitos, mas após sete meses, começaram a apresentar dificuldades para urinar.

Sob orientação médica, os pais, Janet e Ron, levaram os dois a um hospital para serem circuncidados.

Na manhã seguinte, eles receberam uma ligação telefônica devastadora – Bruce tinha sido envolvido em um acidente.

Os médicos usaram uma agulha cauterizadora em vez de um bisturi. O equipamento elétrico apresentou problemas, e a elevação súbita da corrente elétrica queimou completamente o pênis de Bruce.

A operação de Brian foi cancelada, e o casal levou os gêmeos de volta para casa.

Psicólogo

Vários meses se passaram, e eles não tinham ideia do que fazer até que um dia encontraram um homem que mudaria suas vidas e as vidas de seus filhos para sempre.

John Money era um psicólogo especializado em mudança de sexo. Ele acreditava que não era tanto a biologia que determinava se somos homens ou mulheres, mas a maneira como somos criados.

“Estávamos assistindo a TV”, lembra Janet. “O doutor Money estava lá, muito carismático, e parecia muito inteligente e muito confiante no que estava falando.”

Janet escreveu para Money, e poucas semanas depois ela levou Bruce para vê-lo em Baltimore, nos Estados Unidos.

Para o psicólogo, o caso representava uma experiência ideal. Ali estava uma criança a qual ele acreditava que poderia ser criada como sendo do sexo oposto e que trazia até mesmo seu grupo de controle com ele – um gêmeo idêntico.

Se funcionasse, a experiência daria uma evidência irrefutável de que a criação pode se sobrepor à biologia, e Money genuinamente acreditava que Bruce tinha uma chance melhor de levar uma vida feliz como mulher do que como um homem sem pênis.

Então, quando Bruce tinha 17 meses de idade, se transformou em Brenda. Quatro meses depois, no dia 3 de julho de 1967, o primeiro passo cirúrgico para a mudança foi tomado, com a castração.

Segredo

Money enfatizou que, se quisessem garantir que a mudança de sexo funcionasse, os pais nunca deveriam contar a Brenda ou ao seu irmão gêmeo que ela havia nascido como menino.

A partir de então, eles passaram a ter uma filha, e todos os anos eles visitavam Money para acompanhar o progresso dos gêmeos, no que se tornou conhecido como o “caso John/Joan”. A identidade de Brenda foi mantida em segredo.

“A mãe afirmou que sua filha era muito mais arrumada do que seu irmão e, em contraste com ele, não gostava de ficar suja”, registrou Money em uma das primeiras consultas.

Mas em contraste, ele também observou: “A menina tinha muitos traços de menina moleque, como uma energia física abundante, um alto nível de atividade, teimosia e era frequentemente a figura dominante num grupo de meninas”.

Em 1975, as crianças tinham 9 anos, e Money publicou um artigo detalhando suas observações. A experiência, segundo ele, tinha sido um sucesso total.

“Ninguém mais sabe que ela é a criança cujo caso eles leram nos noticiários na época do acidente", afirmou.

"O comportamento dela é tão normalmente o de uma garotinha ativa e tão claramente diferente, por comparação, do comportamento de menino de seu irmão gêmeo, que não dá margem para as conjecturas de outros."

Suicida

No entanto, na época em que Brenda chegou à puberdade, aos 13 anos, ela sentia impulsos suicidas.

"Eu podia ver que Brenda não era feliz como menina", lembrou Janet. "Ela era muito rebelde. Ela era muito masculina e eu não conseguia convencê-la a fazer nada feminino. Brenda quase não tinha amigos enquanto crescia. Todos a ridicularizavam, a chamavam de mulher das cavernas. Ela era uma garota muito solitária."

Ao observar a tristeza da filha, os pais de Brenda pararam com as consultas com John Money. Logo depois, eles fizeram algo que Money tinha pedido para que não fizessem: contaram a ela que Brenda tinha nascido como um menino.

Semanas depois, Brenda escolheu se transformar em David. Ele passou por uma cirurgia de reconstrução do pênis e até se casou. Ele não podia ter filhos, mas adorou ser o padrasto dos três filhos de sua esposa.

Mas, o que David não sabia, era que seu caso tinha sido imortalizado como "John/Joan", em artigos médicos e acadêmicos a respeito de mudança de sexo e que o "sucesso" da teoria de Money estava afetando outros pacientes com problemas semelhantes aos deles.

"Ele não tinha como saber que seu caso tinha ido parar em uma ampla série de livros de teoria médica e psicológica e que estava estabelecendo os protocolos sobre como tratar hermafroditas e pessoas que tinham perdido o pênis", disse John Colapinto, um jornalista do The New York Times, que descobriu a história de David.

"Ele mal conseguia acreditar que (sua história) estava sendo divulgada por aí como um caso bem sucedido e que estava afetando outras pessoas como ele."

Depressão

Quando passou dos 30 anos, David entrou em depressão. Ele perdeu o emprego e se separou da esposa.

Na primavera de 2002 seu irmão morreu devido a uma overdose de drogas.

Dois anos depois, no dia 4 de maio de 2004, quando David estava com 38 anos, os pais, Janet e Ron Reimer, receberam uma visita da polícia que os informou que seu filho tinha cometido suicídio.

"Eles pediram que nos sentássemos e falaram que tinham notícias ruins, que David estava morto. Eu apenas chorei", conta Janet.

Casos como o "John/Joan", quando ocorre um acidente, são muito raros. Mas decisões ainda estão sendo tomadas sobre como criar uma criança, como menino ou menina, se ela sofre do que atualmente é conhecido como Distúrbio do Desenvolvimento Sexual.

"Agora temos equipes multidisciplinares, que funcionam bem, em todo o país, então a decisão será tomada por uma ampla série de profissionais", explicou Polly Carmichael, do Hospital Great Ormond Street, de Londres.

"Os pais ficarão muito mais envolvidos em termos do processo da tomada de decisão", acrescentou.

Carmichael afirma que, segundo sua experiência, estas decisões tem sido mais bem sucedidas para ajudar as crianças a levar uma vida feliz quando crescerem.

"Fico constantemente surpresa como, com apoio, estas crianças são capazes de enfrentar e lidar (com o problema)", disse.

Nota: é um absurdo que um ser humano se sinta no direito de testar uma hipótese simplesmente relevando os direitos mais elementares de outro ser humano. Este é apenas um pálido exemplo das consequências do relativismo filosófico que direciona o pensamento contemporâneo. O psicólogo da reportagem traduziu, sem pudor, os alvitres mais sórdidos deste paradigma. Os pais foram coautores da brutalidade mas, sem dúvida, seduzidos pelo carisma do primeiro. Além de tudo, a experiência serviu, ao contrário da inteção do "pesquisador", para provar que o gênero não é apenas questão de gosto, criação ou mesmo de órgãos sexuais - mas sim uma característica indissossiável do indivíduo. Extraio duas importantes lições deste episódio: 1. Nem sempre quem tem títulos, fala com segurança, convicção e carisma possui a verdade; 2. Não adianta bater o pé: existem verdades absolutas, que não podem ser relativizadas. Uma sociedade sem esta consciência ruma para o caos e a destruição.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Prevendo o que Não Acontecerá em 2011

Fazer previsões precisas sobre o futuro é um trabalho tolo. Mesmo os visionários mais famosos tropeçam frequentemente em suas palavras.

Em 1945, por exemplo, o escritor Arthur C. Clarke, autor de "2001: Uma Odisseia no Espaço", sugeriu, com espantosa presciência, que satélites de comunicações em órbita algum dia imitariam a rotação da Terra.

Mas ele também previu que os humanos pousariam em Marte em 1994; que a última mina de carvão seria fechada em 2006 e que, em 2009, o monitoramento eletrônico significaria o fim dos criminosos profissionais. Esta última só podia ser uma brincadeira.

Quando fui incitado pela primeira vez a fazer previsões específicas para 2011, resisti sabiamente a meus piores impulsos pessoais.

Em seguida, pensei: por que não prever o que não vai acontecer? É claro, prever o que não acontecerá também pode ser um tiro pela culatra.

Em 1920, o New York Times ridicularizou a ideia do cientista Robert H. Goddard, que afirmava que foguetes poderiam deixar a superfície da Terra.

O jornal publicou uma correção em 17 de junho de 1969, depois que a tripulação do Apollo iniciou sua jornada à Lua.

Para minhas previsões, estou me restringindo a 2011, principalmente. E tenho grande confiança nas 10 previsões a seguir. Na verdade, apostaria minha casa nelas. Obviamente, a hipoteca acompanha.

Lá vão:

1 - Em 2011 os seres humanos não evoluirão, muito
Sim, eu sei, nós recentemente desenvolvemos a habilidade a digerir lactose. Lactose? O que aconteceu às grandes mudanças evolutivas, como cabeças enormes e carecas com cérebros gigantescos e percepção extra-sensorial, ou nadadeiras e guelras para que possamos viver embaixo d'água na Nova Atlântida? Bem, um ano não é muito tempo para se desenvolver guelras, já que demoramos tanto para nos reproduzirmos e crescermos. Por isso, vou estender essa previsão até 2111.

2 - Nós não encontraremos uma vida de bom tamanho no espaço
No máximo, acharemos algo microscópico. Não nos vejo encontrando qualquer coisa grande o bastante para enxergar a olho nu. E é isso que as pessoas querem - não vida inteligente, apenas algo que se mexa por aí, talvez pule para cima e para baixo, e faça algum tipo de barulho (um ronronar cairia bem).

3 - Nós não encontraremos o pica-pau-bico-de-marfim
Se você é uma das pessoas que não sabiam que o havíamos perdido, bem, nós o perdemos. Isso aconteceu quando desmatamos uma grande quantidade de florestas de madeira de lei. Agora ele está aparentemente extinto, embora sempre apareçam novos relatos. Certamente haverá novos vídeos borrados, com provas anexadas de que o borrão é um bico-de-marfim, mas estes são tão improdutivos quanto extraterrestres microscópicos ou pegadas do abominável homem das neves.

4 - O homem das neves também não será encontrado

5 - Os neandertais não serão clonados
Como sei disso? Porque as previsões de clonagem quase nunca se realizam. Lembra dos exércitos de super-homens clonados, e da descontrolada confusão de identidades? Você os viu? Não.

6 - A colonoscopia virtual não irá substituir o exame tradicional e invasivo
As imagens computadorizadas ainda não chegaram lá. Além disso, os médicos perderiam dinheiro, e até que a maconha seja legalizada, as colonoscopias são uma das únicas formas do público acima de 50 anos ficar "alto".

7 - O primeiro humano não será concebido no espaço
Essa frase é mais um desafio do que uma previsão. Isso poderia ser possível, e nada se perde em tentar. Por favor, astronautas, me façam feliz, e a vocês mesmos. O nascimento de um bebê espacial daria ao mundo um belo estímulo.

8 - Ninguém irá fazer um upload de si mesmo (memórias, personalidade, neuroses, desejos sinistros) a um computador
O momento trans-humano, algumas vezes chamado de singularidade - quando nós, ou alguns de nós, transcendemos nossos corpos físicos e nos tornamos digitais -, não acontecerá no próximo ano. Mas espero que aconteça enquanto eu estiver vivo, pois gosto da ideia de mistérios cibernéticos onde pessoas morrem sendo deletadas ou através de um download.

9 - O ateísmo não se tornará uma religião dominante, apesar dos esforços de alguns cientistas
Porque os ateístas, assim como certos profetas da negação, só querem saber do que não é - neste caso, eles declaram, Deus. Toda a ideia de se reunir para reafirmar uma falta de crença, dando as mãos para não rezar, escrevendo um credo sobre o que eles não acreditam - acho que não. Agora, o zumbismo: essa sim é uma alternativa promissora de "ismo", pelo menos até que alguém insira os zumbis em todos os livros sagrados do mundo.

10 - O maior animal vivo não será um polvo de 76 metros na Fossa das Marianas
Estou me arriscando aqui, pois contradigo Arthur C. Clarke. Foi isso que ele previu para 2011. Ele também previu que criaturas ainda maiores seriam descobertas logo depois desse polvo, quando perfurarmos o gelo da lua de Júpiter chamada Europa (algo que também não irá acontecer).

Para ser justo com um grande homem, porém, eu acho que ele estava apenas brincando. Ele fez essas previsões na revista Reader's Digest em 2001, e naquela ocasião ele já estava no jogo das previsões há tanto tempo que provavelmente estava cansado da coisa toda, e decidiu dizer o que viesse à sua cabeça - o que, aparentemente, era que iríamos encontrar um polvo gigante.

Infelizmente, não vamos encontrar esse polvo.

Feliz 2011.

© 2010 New York Times News Service

domingo, 21 de novembro de 2010

Dirigentes católicos e muçulmanos reunidos em Teerã

Yahoo Notícias

CIDADE DO VATICANO (AFP) - Um encontro entre altos dirigentes católicos e muçulmanos está previsto para o período entre terça e quinta-feira desta semana em Teerã para uma discussão sobre o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas", anunciou o Vaticano nesta segunda-feira.Trata-se da 7ª conferência organizada de forma conjunta pelo Conselho Pontificial pelo Diálogo Inter-Religioso, presidido pelo cardeal Jean-Louis Tauran, e o Centro para o Diálogo da "Islamic Culture and Relations Organisation" (ICRO), precisou o Vaticano em comunicado.

Após a sessão inaugural, a conferência acontecerá de portas fechadas, segundo a mesma fonte. Uma visita a Qom, cidade santa para os xiitas e centro de pesquisas e ensino religioso, está prevista para o término da reunião.

Um religioso xiita iraniano, aiatolá Seyed Mostafa Mohaghegh Ahmadabadi, foi recebido recentemente no Vaticano durante o Sínodo sobre o Oriente Médio, organizado entre os dias 10 e 24 de outubro.

Lamentando que as relações entre cristãos e muçulmanos tenham passado por "momentos sombrios" ao longo dos últimos 14 séculos, ele advertiu para o fato de "atribuir esse atos ilegítimos cometidos por certos indivíduos ou grupos ao islã ou ao cristianismo". Também negou que os cristãos encontrem dificuldades nos países muçulmanos.

Os católicos representam um ínfima minoria no Irã: 0,03% da população em 2008 (19 mil pessoas), segundo números da Igreja.

Nota: leia as demais postagens deste mês e você verá a organização do cenário mundial para o ecumenismo e a supremacia romana.