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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sistema com Seis Planetas Surpreende Astrônomos

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/02/2011

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Concepção artística do sistema planetário "comprimido" com planetas grandes muito próximos à sua estrela.[Imagem: NASA/Tim Pyle]

Sistema planetário.zip

Ele não é apenas um sistema planetário como nunca se viu antes.

O que o telescópio espacial Kepler agora revelou foi um sistema planetário que ninguém esperava encontrar.

Há 2.000 anos-luz da Terra, a estrela agora batizada de Kepler-11 é bem parecida com o Sol.

Mas os planetas ao seu redor transformam em poeira cósmica os modelos de formação de planetas considerados válidos até hoje.

São seis planetas identificados até agora ao redor da Kepler-11, variando entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra - os maiores têm dimensões comparáveis a Urano e Netuno.

Cinco deles têm períodos orbitais entre 10 e 47 dias, o que significa que a órbita de todos eles fica dentro de uma região que cabe dentro da órbita de Mercúrio. É um sistema planetário absolutamente compactado.

O sexto planeta é maior e só um pouco mais distante, com um período orbital de 118 dias e uma massa ainda indeterminada - se estivesse em nosso Sistema Solar, orbitaria entre Mercúrio e Vênus.

Teorias.pó

Nenhum modelo de formação planetária apontaria a possibilidade de tal adensamento de planetas na proximidade das estrelas. E menos ainda com a sua composição provável, muito semelhante à de Urano e Netuno, que ficam muito mais distantes da nossa estrela.

Não é para menos. As teorias de formação de planetas foram feitas tendo como base de estudo unicamente o Sistema Solar, que era o único que os cientistas conheciam até poucos anos atrás. À medida que novos exemplos de sistemas planetários são encontrados, torna-se mais fácil elaborar teorias melhores.

"O sistema planetário Kepler-11 é incrível", disse Jack Lissauer, membro da equipe científica do telescópio Kepler. "Ele é incrivelmente compacto, ele é incrivelmente plano e há um número surpreendentemente grande de planetas grandes orbitando perto da sua estrela".

"Não sabíamos que tais sistemas poderiam existir," resume ele.

As densidades dos planetas (derivadas da massa e do raio) fornecem pistas sobre suas composições. Todos os seis planetas têm densidades mais baixas do que a da Terra, provavelmente formados por uma misturas de rochas e gases, possivelmente incluindo água.

A parte rochosa responde pela maior parte da massa dos planetas, enquanto o gás responde pela maior parte do seu volume.

"Parece que os dois mais internos poderiam ser formados principalmente de água, possivelmente com uma fina pele de gás, hélio-hidrogênio, por cima, como mini-Netunos," disse Jonathan Fortney, outro membro da equipe. "Os mais afastados têm densidades inferiores à da água, o que parece indicar atmosferas significativas de hélio-hidrogênio."

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Comparação das órbitas dos planetas da Kepler-11 e do nosso Sistema Solar. [Imagem: NASA/Tim Pyle]

Cérebros quentes

Isto é surpreendente, porque um planeta pequeno e quente não deveria conseguir manter uma atmosfera tão leve.

"Estes planetas são muito quentes por causa de suas órbitas próximas, e quanto mais quente eles são, mais gravidade precisam para manter a atmosfera," explicou Fortney.

"Meus alunos e eu ainda estamos trabalhando nisso, mas nossas hipóteses são de que todos estes planetas provavelmente começaram com uma atmosfera de hélio-hidrogênio mais massiva, e nós vemos os restos dessas atmosferas naqueles mais distantes. Os mais próximos provavelmente já perderam a maioria dela."

Nota: com a descoberta dos exoplanetas, a partir dos anos 90, muitas teorias precisaram ser revistas. As incertezas sobre a origem e desenvolvimento do cosmos não combinam com a arrogância dos fundamentalistas darwinianos que baforeja aos quatro ventos as "leis" da evolução. E se estes planetas possuem atmosfera simplesmente porque suas estrelas não tiveram tempo de ejetá-las da superfície? e se estes sistemas não são tão antigos quanto se pensa? - Não se pensa! qualquer coisa que diminua os bilhões de anos de um sistema planetário estável e frio joga na latrina as já matematicamente improváveis margens da evolução. Descartar os fatos para abraçar as teorias... Isto não é ciência.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Exoplanetas que orbitam na contramão atropelam teorias"

O título desta postagem está entre aspas porque foi transcrito diretamente da epígrafe de uma reportagem do site Inovação Tecnológica.

Confira a reportagem aqui.

Até o dia da redação da referida reportagem, nada menos que 452 exoplanetas haviam sido descobertos. Exoplanetas são todos os planetas localizados fora do nosso sistema solar, que orbitam outras estrelas.

Estes sistemas planetários estão muito distantes (a estrela mais próxima de nós, além do Sol, é Proxima Centauri, em um sistema ternário a cerca de 4,2 anos-luz de distância) e os planetas não podem ser observados diretamente.

Até o início dos anos 90 do século passado, nenhum planeta fora do nosso "quintal" havia sido descoberto. Os cientistas então usaram os mais poderosos telescópios e instrumentos para medir o brilho de um grande número de estrelas. Observando pequeníssimas variações nesse brilho, puderam calcular que estes fenômenos se tratavam da passagem de planetas em frente às suas estrelas. Seria o equivalente a pequenos eclipses, onde a estrela não é totalmente ocultada. Estas observações, somadas a cálculos sobre ligeiras mudanças no curso das estrelas, permitem estimar o tamanho, raio orbital e massa dos exoplanetas.

Os cientistas descobriram que estes exoplanetas, em sua maior parte, são gigantes gasosos como Júpiter, sendo que alguns deles são "Júpiteres quentes" por estarem muito próximos de suas estrelas, uma vez que o "nosso" Júpiter é distante e gelado.

Os astrônomos têm sonhado em encontrar, cumulativamente, exoplanetas rochosos, menores e a uma distância ideal de sua estrela, com uma órbita de baixa excentricidade, de forma que as probabilidades de tal corpo possuir água em estado líquido aumentassem.

Nesta busca desenfreada por vida extraterrestre para dizer "viu! a vida surgiu do nada lá fora!" (veja postagem), os cientistas acabaram por levantar mais uma incógnita sobre o modelo do Big-Bang, da formação do nosso sistema solar e da evolução da vida.

Por que? Bem, nosso sistema solar possui 8 planetas e um planetóide, além de asteróides, que orbitam a estrela todos, em sentido "anti-horário", mesma direção da rotação do Sol. Esta observação levou os cientistas a desenvolverem a teoria de que todos estes astros se formaram de um disco de restos de matéria que orbitava o Sol em seus primórdios, mais ou menos como seriam os anéis de Saturno em relação a ele.

O que os astrônomos divulgaram, conforme a matéria supra indicada, é a descoberta de exoplanetas que orbitam não só em sentido muitas vezes oposto ao de suas estrelas, mas também em planos orbitais de grande inclinação. E a implicação desta descoberta é muito grande: fica difícil imaginar todos os planetas necessariamente se formando por um longo processo de resfriamento e aglutinação de matéria estelar "não-utilizada".

Como observado pelo Dr. Walter Veith, um modelo de explosão inicial que criou o Universo, em primeiro momento ao menos, deveria levar a galáxias girando todas em um mesmo sentido. Deveríamos esperar os demais sistemas (planetas orbitando estrelas e satélites orbitando planetas) seguindo o mesmo movimento. No entanto, não vemos o cumprimento desta lógica estritamente em nenhum dos casos.

As explicações prévias para a ocorrência de planetas nestas condições, à luz das teorias dominantes da história do Universo, são mais confusas do que elucidativas, além de exigirem (mais uma vez) a atuação miraculosa do acaso.

Parece que a mecânica do Universo fica cada vez mais complexa, e a colcha das teorias para explicá-la ganham constantemente novos retalhos.