Traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova;Acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos;
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Provérbios 1:10-18
Traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova;Acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos;
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada
Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/12/2010
"A questão básica do que é o vácuo, o que não é o nada, vai além da ciência." [Imagem: iStockphoto/Evgeny Kuklev/Umich]
Sob as condições adequadas - que incluem um feixe de laser de ultra-alta intensidade e um acelerador de partículas de dois quilômetros de extensão - pode ser possível criar algo do nada.
É o que garante Igor Sokolov e seus colegas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
O grupo desenvolveu novas equações que descrevem como um feixe de elétrons de alta energia, combinado com um intenso pulso de laser, pode rasgar o vácuo, liberando seus componentes fundamentais de matéria e antimatéria, e desencadear uma cascata de eventos que gera pares adicionais detectáveis de partículas e antipartículas.
Criar matéria do nada
Não é a primeira vez que cientistas afirmam que um super laser pode criar matéria do nada. De um nada que não é exatamente ausência de tudo, mas uma sopa fervilhante de ondas e campos de todos os tipos, onde partículas virtuais surgem e desaparecem o tempo todo.
Em 2008, um artigo publicado na revista Science descreveu como a matéria se origina de flutuações do vácuo quântico.
"Agora nós pudemos calcular como, a partir de um único elétron, podem ser produzidas várias centenas de partículas. Acreditamos que isso acontece na natureza, perto de pulsares e estrelas de nêutrons," afirma Igor Sokolov, um dos autores do estudo.
Foi um grupo de brasileiros que demonstrou recentemente que uma estrela de nêutrons pode acordar o vácuo quântico.
O que é o nada?
Na base de todos estes trabalhos está a idéia de que o vácuo quântico não é exatamente o nada.
"É melhor dizer, acompanhando o físico teórico Paul Dirac, que um vácuo, ou um nada, é a combinação de matéria e antimatéria - partículas e antipartículas. Sua densidade é tremenda, mas não podemos perceber nada delas porque seus efeitos observáveis anulam-se completamente," disse Sokolov.
Em condições normais, matéria e antimatéria destroem-se mutuamente assim que entram em contato uma com a outra, emitindo raios gama, que já se imaginou aproveitar para construir um laser de raios gama.
"Mas sob um forte campo eletromagnético, este aniquilamento, que tipicamente funciona como um ralo de escoamento, pode ser a fonte de novas partículas," explica John Nees, coautor do estudo. "No curso da aniquilação, surgem fótons gama, que podem produzir elétrons e pósitrons adicionais."
Um fóton gama é uma partícula de luz de alta energia. Um pósitron é um anti-elétron, uma partícula gêmea do elétron, com as mesmas propriedades, mas com carga positiva.
Reação em cadeia
Os que os cientistas calculam é que os fótons de raios gama produzirão uma reação em cadeia que poderá gerar partículas de matéria e antimatéria detectáveis.
Em um experimento, preveem eles, um campo de laser forte o suficiente irá gerar mais partículas do que as injetadas por meio de um acelerador de partículas.
No momento, não existe nenhum laboratório que tenha todas as condições necessárias - um super laser e um acelerador de partículas - para testar a teoria.
Mas, para Sokolov, o tema já é fascinante o suficiente do ponto de vista filosófico.
"A questão básica do que é o vácuo, o que não é o nada, vai além da ciência," afirma ele. "Ela está profundamente incorporada não apenas nos fundamentos da física teórica, mas também da nossa percepção filosófica de tudo - da realidade, da vida, e até mesmo da questão religiosa sobre se o mundo poderia ter vindo do nada."
Recentemente, físicos do LHC conseguiram capturar antimatéria pela primeira vez - veja também CERN dá mais um passo no estudo da antimatéria.
Nota: O homem permanece no meio do caminho entre a incompreensão do macrocosmos e a do microcosmos. A física quântica é notoriamente fantástica, e com as recentes ponderações sobre o surgimento da matéria a partir do vácuo temos ficado maravilhados com quão longo é o caminho que precisamos percorrer para arranharmos a compreensão do Universo. Para que a (anti)matéria surja do "nada" é necessária uma grande quantidade de energia, ou em outras palavras, poder. Dizer que Deus criou a matéria a partir do nada deixou de ser uma impossibilidade física. Realmente, as implicações filosóficas são imensas.
Astrônomos tentam explicar planetas extrassolares com órbita retrógrada
Astrônomos tentam explicar planetas extrassolares com órbita retrógrada
Órbitas retrógradas
Há pouco mais de um ano, astrônomos descobriramexoplanetas com órbitas retrógradas, ou seja, que giram na direção contrária à rotação de suas estrelas.
Isso veio contrariar frontalmente a teoria corrente de formação estelar e planetária, que propõe que os planetas se formam a partir do disco de poeira do qual a própria estrela se formou - logo, os planetas deveriam sempre girar na mesma direção da estrela.
"Esta é uma verdadeira bomba que estamos lançando sobre o campo dos exoplanetas," disse na época Amaury Triaud, um dos responsáveis pela descoberta.
"Maluquice estranha"
Agora, uma equipe coordenada pelo astrofísico Frederic A. Rasio, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, elaborou o primeiro modelo que tenta explicar não apenas as órbitas retrógradas, mas também o fato de que aórbita de alguns exoplanetas é inclinada, ou seja, não forma um plano com o equador da estrela.
"Isso é realmente estranho, e é ainda mais estranho porque o planeta gira próximo demais da estrela", disse Rasio "Como pode um girar em uma direção e o outro girar exatamente ao contrário? É uma maluquice. Isso obviamente viola o nosso entendimento mais básico da formação dos planetas e estrelas."
Tentativas anteriores de explicar o fenômeno pela influência de outras estrelas - em sistemas binários e até ternários - não obtiveram sucesso.
Usando simulações em computador, Rasio e seus colegas acreditam ter encontrado uma explicação para essas "maluquices".
Mecânica orbital
A chave, segundo eles, está em perturbações gravitacionais produzidas por um planeta do mesmo sistema, mas muito mais distante.
"Uma vez que se tenha mais do que um planeta, esses planetas perturbam gravitacionalmente uns aos outros," disse Rasio. "Isso é interessante porque significa que a órbita em que foram formados não necessariamente será a órbita na qual eles vão ficar para sempre. Estas perturbações mútuas podem alterar as órbitas, como vemos nesses sistemas extra-solares".
A física que a equipe usou para resolver o problema é basicamente a mecânica orbital, o mesmo tipo de física que a NASA usa para calcular a órbita das sondas espaciais enviadas através do Sistema Solar.
"É a mesma física, mas ninguém havia percebido que ela poderia explicar os planetas do tipo Júpiter quente e as órbitas retrógradas," diz Rasio.
Modelo planetário
Em seu modelo, os pesquisadores supõem uma estrela semelhante ao Sol e um sistema com dois planetas.
O planeta mais interno é um gigante gasoso semelhante a Júpiter que, inicialmente, está longe da estrela, onde se acredita que planetas tipo Júpiter se formem.
O planeta exterior também é bastante grande e está mais distante da estrela do que o primeiro. Ele interage com o planeta interior, perturbando sua órbita, fazendo oscilar todo o sistema.
Os efeitos sobre o planeta mais interno são fracos, mas eles se acumulam ao longo de um período muito longo de tempo, resultando em duas mudanças significativas no sistema: o gigante gasoso interior se aproxima muito da estrela e sua órbita assume a direção oposta do giro da estrela.
Efeitos de maré
As mudanças ocorrem, de acordo com o modelo, porque as duas órbitas estão trocando momento angular, e o planeta interior perde energia através de fortes efeitos de maré.
O acoplamento gravitacional entre os dois planetas faz com que o planeta mais interno entre em uma órbita excêntrica, em forma de agulha.
Ele precisa perder uma grande quantidade de momento angular, o que ele faz por transferindo-o para o planeta exterior.
A órbita do planeta mais interno encolhe gradualmente porque a energia é dissipada através das marés, que o atraem para mais perto da estrela, transformando-o em um Júpiter quente.
"No processo, a órbita do planeta pode virar," dizem os cientistas. Isso significa que o planeta irá alterando gradualmente sua órbita, passando por uma órbita polar e, finalmente, assumir uma órbita retrógrada.
Validação do modelo
Para validar o modelo, novas observações astronômicas deverão encontrar planetas com amplas e variadas inclinações, ao longo de seu caminho para uma órbita invertida.
Além, é claro, dos necessários companheiros desses "planetas invertidos", os causadores da inversão de sua órbita.
A vantagem do novo modelo é que ele salva a teoria de formação planetária atual, uma vez que os planetas poderiam se formar do disco protoplanetário, girando no mesmo sentido da estrela e, só mais tarde, inverterem sua órbita.
Nota: As teorias de formação dos planetas estão passando por muitas dificuldades ultimamente. Cada vez mais "problemas" e menos certezas. Com o passar do tempo, os modelos tidos como sólidos para a formação do Universo têm sido postos em xeque pela observação. Não sou contra os modelos, precisamos deles e fazem parte do método científico. O que não podemos aceitar é que os modelos sejam tidos como a própria ciência, e ridicularizados aqueles que os questionam (como no paradigma evolucionista).
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Sistema com Seis Planetas Surpreende Astrônomos
Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/02/2011
Sistema planetário.zip
Ele não é apenas um sistema planetário como nunca se viu antes.
O que o telescópio espacial Kepler agora revelou foi um sistema planetário que ninguém esperava encontrar.
Há 2.000 anos-luz da Terra, a estrela agora batizada de Kepler-11 é bem parecida com o Sol.
Mas os planetas ao seu redor transformam em poeira cósmica os modelos de formação de planetas considerados válidos até hoje.
São seis planetas identificados até agora ao redor da Kepler-11, variando entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra - os maiores têm dimensões comparáveis a Urano e Netuno.
Cinco deles têm períodos orbitais entre 10 e 47 dias, o que significa que a órbita de todos eles fica dentro de uma região que cabe dentro da órbita de Mercúrio. É um sistema planetário absolutamente compactado.
O sexto planeta é maior e só um pouco mais distante, com um período orbital de 118 dias e uma massa ainda indeterminada - se estivesse em nosso Sistema Solar, orbitaria entre Mercúrio e Vênus.
Teorias.pó
Nenhum modelo de formação planetária apontaria a possibilidade de tal adensamento de planetas na proximidade das estrelas. E menos ainda com a sua composição provável, muito semelhante à de Urano e Netuno, que ficam muito mais distantes da nossa estrela.
Não é para menos. As teorias de formação de planetas foram feitas tendo como base de estudo unicamente o Sistema Solar, que era o único que os cientistas conheciam até poucos anos atrás. À medida que novos exemplos de sistemas planetários são encontrados, torna-se mais fácil elaborar teorias melhores.
"O sistema planetário Kepler-11 é incrível", disse Jack Lissauer, membro da equipe científica do telescópio Kepler. "Ele é incrivelmente compacto, ele é incrivelmente plano e há um número surpreendentemente grande de planetas grandes orbitando perto da sua estrela".
"Não sabíamos que tais sistemas poderiam existir," resume ele.
As densidades dos planetas (derivadas da massa e do raio) fornecem pistas sobre suas composições. Todos os seis planetas têm densidades mais baixas do que a da Terra, provavelmente formados por uma misturas de rochas e gases, possivelmente incluindo água.
A parte rochosa responde pela maior parte da massa dos planetas, enquanto o gás responde pela maior parte do seu volume.
"Parece que os dois mais internos poderiam ser formados principalmente de água, possivelmente com uma fina pele de gás, hélio-hidrogênio, por cima, como mini-Netunos," disse Jonathan Fortney, outro membro da equipe. "Os mais afastados têm densidades inferiores à da água, o que parece indicar atmosferas significativas de hélio-hidrogênio."
Cérebros quentes
Isto é surpreendente, porque um planeta pequeno e quente não deveria conseguir manter uma atmosfera tão leve.
"Estes planetas são muito quentes por causa de suas órbitas próximas, e quanto mais quente eles são, mais gravidade precisam para manter a atmosfera," explicou Fortney.
"Meus alunos e eu ainda estamos trabalhando nisso, mas nossas hipóteses são de que todos estes planetas provavelmente começaram com uma atmosfera de hélio-hidrogênio mais massiva, e nós vemos os restos dessas atmosferas naqueles mais distantes. Os mais próximos provavelmente já perderam a maioria dela."
Nota: com a descoberta dos exoplanetas, a partir dos anos 90, muitas teorias precisaram ser revistas. As incertezas sobre a origem e desenvolvimento do cosmos não combinam com a arrogância dos fundamentalistas darwinianos que baforeja aos quatro ventos as "leis" da evolução. E se estes planetas possuem atmosfera simplesmente porque suas estrelas não tiveram tempo de ejetá-las da superfície? e se estes sistemas não são tão antigos quanto se pensa? - Não se pensa! qualquer coisa que diminua os bilhões de anos de um sistema planetário estável e frio joga na latrina as já matematicamente improváveis margens da evolução. Descartar os fatos para abraçar as teorias... Isto não é ciência.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Aviões deveriam se parecer com pássaros?
Aviões deveriam se parecer com pássaros?
Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/12/2010
Embora ambos voem, aviões não se parecem muito com pássaros - a menos que você esteja imaginando um pássaro muito estranho ou um avião muito esquisito.
Mas será que aviões deveriam se parecer com pássaros? Ou, de outro modo, haveria algum benefício se o desenho dos aviões se aproximasse um pouco mais da aparência de um pássaro?
Geoffrey Spedding, da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), e Joachim Huyssen, da Universidade Nordeste (África do Sul), acreditam que sim.
O objetivo dos dois engenheiros era descobrir formas de fazer com que os aviões consumam menos combustível. Para isso, eles abandonaram o desenho tradicional do "tubo com asas" e voltaram à estaca zero.
Sustentação e arrasto
Os pesquisadores projetaram uma aeronave simples e modular em três configurações: uma asa voadora individual, então asas mais um corpo e, em seguida, asas mais corpo e uma cauda.
Foram analisados os fluxos de ar em vários ângulos em relação às asas, corpo e cauda, em busca de formas de obter a maior sustentação - importante para o transporte de cargas - e o menor arrasto - importante para uma maior eficiência do combustível.
Os pesquisadores estabeleceram que, para qualquer proposta dada, em termos de capacidade de carga, autonomia etc., o melhor avião seria aquele que gerasse o menor arrasto possível.
As asas voadoras se mostraram a base fundamental ideal, mas impraticáveis - é difícil colocar carga e pessoas lá dentro. Então eles adicionaram um corpo para minimizar o arrasto e, mais importante, uma pequena cauda, que serve essencialmente para anular os distúrbios aerodinâmicos criados pelo corpo.
Cauda mínima
Infelizmente, a presença de um corpo diminui a sustentação e aumenta o arrasto. Em termos teóricos, isso pode ser resolvido com a adição de uma "cauda mínima".
Uma cauda mínima em relação às que os aviões atuais possuem - mas o resultado é que os aviões ficam muito mais parecidos com os pássaros.
Alguns anos atrás, um planador com cauda mínima foi testado com sucesso em voo, mas protótipos maiores para aviões comerciais nunca foram construídos.
"O ponto mais importante é que podemos estar desperdiçando grandes quantidades de combustíveis fósseis ao voar em aeronaves com projetos fundamentalmente sub-ótimos," diz Spedding.
"No mínimo, podemos mostrar que existe um projeto alternativo que é aerodinamicamente superior. Existe agora um imperativo para aprofundar esses projetos, e talvez outros, que poderão fazer uma diferença significativa para o nosso padrão global de consumo de energia," conclui ele.
Nota: depois de um século de conquista dos céus (mais pesada que o ar), descobre-se que o melhor projeto para vôo com carga útil é semelhante ao dos pássaros. Responda com sinceridade: será que a "evolução" teve tempo de testar todos os projetos que não funcionam ou que não funcionam tão bem (incluindo o nosso consagrado modelo de avião) e "selecionar" o melhor projeto para as espécies de aves? Lembre-se que este modelo, a priori, deve ter sido incorporado no "ancestral" de todos os pássaros (dinossauro?), já que seu modelo é replicado em todos os descendentes. Caso sua resposta seja sim, onde estão os fósseis dos projetos não tão bem sucedidos? E não me venha com aquelas ambiguidades altamente especulativas de dinossauros com asas e penas, que não sei de onde tiram... haja imaginação, e dá-lhe falta de ciência!
A engenharia aeronáutica de nossas aves parece muito mais ter sido obra de um fino design, otimizado desde o princípio. Por que algumas coisas, na natureza, parecem não funcionar? Duas respostas básicas: 1. Porque, em muitos casos, ainda não as entendemos seu perfeito encaixe (chegamos, no passado, a considerar o fígado um órgão sem função, recessivo da evolução) e 2. Porque, há seis mil anos, um gerador de caos e desordem entrou no cenário. Mas isto é tema para outro post...
Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada
Matéria e antimatéria podem ser criadas do nada
Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/12/2010
Sob as condições adequadas - que incluem um feixe de laser de ultra-alta intensidade e um acelerador de partículas de dois quilômetros de extensão - pode ser possível criar algo do nada.
É o que garante Igor Sokolov e seus colegas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
O grupo desenvolveu novas equações que descrevem como um feixe de elétrons de alta energia, combinado com um intenso pulso de laser, pode rasgar o vácuo, liberando seus componentes fundamentais de matéria e antimatéria, e desencadear uma cascata de eventos que gera pares adicionais detectáveis de partículas e antipartículas.
Criar matéria do nada
Não é a primeira vez que cientistas afirmam que um super laser pode criar matéria do nada. De um nada que não é exatamente ausência de tudo, mas uma sopa fervilhante de ondas e campos de todos os tipos, onde partículas virtuais surgem e desaparecem o tempo todo.
Em 2008, um artigo publicado na revista Science descreveu como a matéria se origina de flutuações do vácuo quântico.
"Agora nós pudemos calcular como, a partir de um único elétron, podem ser produzidas várias centenas de partículas. Acreditamos que isso acontece na natureza, perto de pulsares e estrelas de nêutrons," afirma Igor Sokolov, um dos autores do estudo.
Foi um grupo de brasileiros que demonstrou recentemente que uma estrela de nêutrons pode acordar o vácuo quântico.
O que é o nada?
Na base de todos estes trabalhos está a idéia de que o vácuo quântico não é exatamente o nada.
"É melhor dizer, acompanhando o físico teórico Paul Dirac, que um vácuo, ou um nada, é a combinação de matéria e antimatéria - partículas e antipartículas. Sua densidade é tremenda, mas não podemos perceber nada delas porque seus efeitos observáveis anulam-se completamente," disse Sokolov.
Em condições normais, matéria e antimatéria destroem-se mutuamente assim que entram em contato uma com a outra, emitindo raios gama, que já se imaginou aproveitar para construir um laser de raios gama.
"Mas sob um forte campo eletromagnético, este aniquilamento, que tipicamente funciona como um ralo de escoamento, pode ser a fonte de novas partículas," explica John Nees, coautor do estudo. "No curso da aniquilação, surgem fótons gama, que podem produzir elétrons e pósitrons adicionais."
Um fóton gama é uma partícula de luz de alta energia. Um pósitron é um anti-elétron, uma partícula gêmea do elétron, com as mesmas propriedades, mas com carga positiva.
Reação em cadeia
Os que os cientistas calculam é que os fótons de raios gama produzirão uma reação em cadeia que poderá gerar partículas de matéria e antimatéria detectáveis.
Em um experimento, preveem eles, um campo de laser forte o suficiente irá gerar mais partículas do que as injetadas por meio de um acelerador de partículas.
No momento, não existe nenhum laboratório que tenha todas as condições necessárias - um super laser e um acelerador de partículas - para testar a teoria.
Mas, para Sokolov, o tema já é fascinante o suficiente do ponto de vista filosófico.
"A questão básica do que é o vácuo, o que não é o nada, vai além da ciência," afirma ele. "Ela está profundamente incorporada não apenas nos fundamentos da física teórica, mas também da nossa percepção filosófica de tudo - da realidade, da vida, e até mesmo da questão religiosa sobre se o mundo poderia ter vindo do nada."
Recentemente, físicos do LHC conseguiram capturar antimatéria pela primeira vez - veja também CERN dá mais um passo no estudo da antimatéria. (ênfase acrescentada)
Nota: Até alguns anos atrás, poderia se dizer que a idéia de que Deus havia criado o mundo a partir do nada era fisicamente impossível, e conjecturas sobre a "Terra sem forma e vazia" e a "face das águas" foram levantadas, por alguns segmentos criacionistas, como evidências de matéria pré-existente com a qual Deus criara o mundo. Alguns raciocinaram que daí poderia se explicar a datação das rochas como sendo muito, muito antigas.
O novo mundo que a física quântica começou a propor na segunda metade do século XX abriu as portas para o inimaginável na mecânica clássica, como a criação da matéria a partir do "nada". Mas os pontos vão para aqueles bem-aventurados "que não virarm e creram", desde o princípio. Não é hora de refletir sobre a complexidade da vida e, principalmente, do homem? Não é hora de levar o tão antiquado e fora-de-moda Livro mais a sério? Veja as evidências.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Execução da Mulher Iraniana: A Necessidade da Lei de Deus
Reportagem: BBC Brasil
Execução de iraniana foi assistida por ex-amante e família da vítima
Segundo relatos, iraniana passou seus últimos momentos chorando
A iraniana Shahla Jahed, enforcada nesta quarta-feira sob acusação de homicídio em Teerã, foi executada na presença de seu ex-amante e da família da vítima – que era a esposa oficial dele.
Jahed foi acusada de matar a facadas, em 2002, Laleh Saharkhizan, mulher de Naser Mohammadkhani, seu ex-amante e estrela do futebol que alcançou fama nos anos 80 e 90.
A condenação de Jahed foi baseada em uma suposta confissão, que ela depois disse ser falsa durante um julgamento público.
Segundo relato obtido pelo jornal britânico The Times, Jahed passou seus últimos momentos chorando, com a corda amarrada em seu pescoço, enquanto Mohammadkhani, o ex-amante, observava em silêncio.
De acordo com o Times, o filho do atleta foi quem empurrou a cadeira onde Jahed estava sentada, levando a cabo a execução. Já segundo a imprensa iraniana, esse papel coube ao irmão de Saharkhizan.
Segundo a Anistia Internacional, que fez campanha contra a pena de morte de Jahed, a lei iraniana permite que, em caso de assassinato, a família da vítima participe da execução do condenado pelo crime. A família também pode perdoar o condenado e aceitar uma compensação.
A Anistia Internacional disse à BBC Brasil acreditar que Jahed foi torturada e forçada a confessar o assassinato.
Últimos momentos
O advogado de Jahed, Abdolsamad Khorramshahi, descreveu ao Times os últimos momentos de sua cliente.
“Ela só chorava. Não dizia nada. Pedi-lhe que falasse algo, mas ela só chorava”, declarou.
“Até o último momento, a família da vítima não deu consentimento (para cancelar a execução). Todos na sala lhes pediram que a perdoassem, mas infelizmente eles não aceitaram." O perdão dos parentes da vítima seria o suficiente para evitar o enforcamento.
"Naser Mohammadkhani também estava lá e não disse nada”, agregou o advogado.
Esposa temporária
Em seu julgamento, Jahed foi retratada como uma fã obcecada de Mohammadkhani.
O caso trouxe à tona a vida dupla do esportista, que tinha Jahed como “esposa temporária” enquanto mantinha casamento e filhos com a vítima, Saharkhizan.
Autorizado pela lei iraniana, um casamento temporário pode durar de alguns dias a alguns anos, desde que o marido arque com as despesas da mulher. A união pode, em seguida, ser anulada ou renovada.
Críticos do regime qualificam o casamento temporário como uma forma de “prostituição legalizada”.
O caso de Jahed repercutiu internacionalmente em meio a críticas ao Irã pela possível condenação à morte de Sakineh Ashtiani, também condenada por assassinato e que, segundo grupos de direitos humanos, também foi forçada a confessar. [Ênfases acrescentadas]
Nota: Sem o intuito de desmerecer a religião islâmica que, em na sua essência, possui muitos dos valores do cristianismo, podemos ver os trágicos resultados da transgressão da Lei de Deus (pecado) na história desta mulher iraniana. O sétimo mandamento ordena: "não adulterarás" (Ex 20:14; Dt 5:18). A fantasia do adultério sem comprometimento é uma ilusão. Diz o sábio Salomão: "Pode alguém tomar fogo eu seu peito sem que sua roupa se queime?" (Pv 6:27). Assim como é impossível para alguém segurar um feixe de lenha em chamas e não se queimar, é impossível ter uma relação proibida por Deus e não sofrer as consequências desta transgressão. Certamente este jogador de futebol, no momento do seu delito, não imaginaria que sua esposa seria assassinada e, vários anos depois de sua "aventura", sua amante seria enforcada pelo seu próprio filho (ou seu cunhado). Como disse o evangelista da TV Novo Tempo no Mega Jovem de Florianópolis, em novembro, "o pecado sempre fará você se comprometer mais do que deseja e ficar mais tempo envolvido com ele do que você gostaria".
De igual forma, a família da vítima não pôde praticar o perdão. A vida da amante poderia ter sido salva com um simples "eu perdoo". Apesar dos apelos de todos na sala, aquela família amargurada pela dor não sentiu ser seu dever impedir que as consequências do mal se alastrassem. É muito fácil para nós, sentados em frente ao computador, no conforto do nosso lar, dizermos que a família deveria perdoar a sentenciada. Mas e se fosse nossa mãe, irmã ou filha que tivesse sido assassinada por sua concorrente amorosa ilegítima, teríamos esse princípio tão claro em nossa mente? A resposta é óbvia. O perdão não é natural do homem, ele é um dom de Cristo. Sem o Espírito Santo comunicando essa faculdade sobre-humana, é impossível ao homem perdoar.
A lei iraniana permite ao homem (e só a ele) ter um "cônjuge temporário". O resultado desta "legalização" de uma transgressão moral foi morte (duas), dor, sofrimento, vingança, culpa e desilusão. Esta poderia ser uma advertência para nosso país que está em vias de aprovar leis que enfraquecerão mais ainda os já sacudidos laços familiares e matrimoniais. Para quem acha que o Estado não deve interferir nos assuntos morais (na realidade, proteger instituições mais antigas e maiores do que o Estado), seria interessante refletir um pouco mais com estes exemplos trazidos de além-mar.