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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vegetarianos Reduzem Risco de Doenças Cardíacas em 32%

Por James Gallagher, do Site da BBC

Vegetables

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Substituir carne e peixe por uma dieta vegetariana pode ter um efeito dramático na saúde do seu coração, sugere estudo.
Um estudo com 44,5 mil pessoas na Inglaterra e Escócia mostrou que os vegetarianos tiveram 32% menos chances de morrer em tratamentos hospitalares em virtude de doenças cardíacas. Diferenças nos níveis de colesterol, pressão arterial e peso corporal são considerados como as causas da melhor saúde. As descobertas foram publicadas no American Journal of Clinical Nutrition.

As doenças cardíacas são um considerável problema nas nações ocidentais. Elas matam 94 mil pessoas no Reino Unido a cada ano, mais que qualquer outra doença, e 2,6 milhões de pessoas convivem com estas enfermidades. O próprio suprimento sanguíneo do coração se torna bloqueado por depósitos de gordura nas artérias que nutrem o músculo cardíaco. Isto pode causar angina ou mesmo levar a um ataque cardíaco, se os vasos sanguíneos forem totalmente obstruídos.

Cientistas da Universidade de Oxford analisaram dados de 15,1 mil vegetarianos e 29,4 mil pessoas que comem carne (incluindo peixes). No decorrer de 11 anos, 169 pessoas no estudo morreram de doenças cardíacas, e 1066 precisaram de tratamento hospitalar - das quais muito mais pessoas que comem carne (incluindo peixe) do que vegetarianos.

A Dra. Francesca Crowe disse: "A mensagem principal é que a dieta é um importante determinante da saúde do coração. "Eu não advogo que todos pratiquem a dieta vegetariana. As dietas são bastante diferentes. Vegetarianos provavelmente têm uma menor ingestão de gorduras saturadas, então faz sentido que eles tenham um menor risco de doenças do coração".

Os resultados mostraram que os vegetarianos tiveram menor pressão sanguínea, menores níveis de mau colesterol e que tinham maior probabilidade de ter um peso saudável. Tracy Parker, da Fundação Britânica do Coração, disse: "Esta pesquisa nos lembra de que nós devemos tentar comer uma dieta balanceada e variada - incluindo carne ou não. Mas lembre-se, escolher a opção vegetariana no cardápio não é um atalho para ter um coração saudável. Além de tudo, há ainda uma infinidade de alimentos para vegetarianos que possuem grande quantidade de gorduras saturadas e sal. Se você está pensando em mudar para uma dieta vegetariana, certifique-se de que você planeja suas refeições cuidadosamente, de forma que você possa repor quaisquer perdas em vitaminas e minerais, como o ferro, que você normalmente teria a partir da carne".

domingo, 7 de novembro de 2010

Especialistas dizem que álcool é pior que crack e heroína

Yahoo Notícias

LONDRES (Reuters) - O álcool é uma droga mais perigosa do que o crack e a heroína, quando são levados em conta os danos causados aos usuários e a terceiros, disseram cientistas britânicos nesta segunda-feira.

Apresentando uma nova escala relacionada aos danos para os usuários e para a sociedade, o álcool aparece como a droga mais nociva, quase três vezes mais perniciosa do que a cocaína e o tabaco.

Segundo essa escala, a heroína e o crack são a segunda e a terceira drogas mais nocivas.

David Nutt, presidente do Comitê Científico Independente para Drogas da Grã-Bretanha, que participou do trabalho publicado na revista Lancet, disse que as conclusões mostram que "tratar agressivamente os danos do álcool é uma estratégia válida e necessária de saúde pública".

Ele afirmou também que a nova escala mostra que as classificações dadas às drogas têm pouca relação com os danos causados.

O álcool e o tabaco, por exemplo, são legais para os adultos na maioria dos países, enquanto drogas como ecstasy, maconha e LSD costumam ser ilegais.

"É intrigante notar que as duas drogas legais avaliadas -- álcool e tabaco -- aparecem no segmento superior do ranking, indicando que as drogas legais causam pelo menos tanto dano quanto as substâncias ilegais", disse Nutt em nota.

Há um ano, o pesquisador foi obrigado a deixar a direção do influente Conselho Consultivo sobre o Abuso de Drogas por ter criticado ministros por ignorarem as evidências científicas de que a maconha faz menos mal que o álcool.

A Organização Mundial da Saúde estima que os riscos associados ao álcool -- acidentes, doenças do coração e fígado, suicídios e câncer -- causem 2,5 milhões de mortes por ano, ou 3,8 por cento do total. Seria o terceiro principal fator de risco para mortes prematuras e incapacitações em nível global.

Na nova escala, os danos para o usuário incluem mortes causadas direta ou indiretamente pelas drogas, além de dependência e perda de relacionamentos. Os danos para os demais incluem criminalidade, dano ambiental, conflitos familiares, danos internacionais, custos econômicos e prejuízos à coesão comunitária.

Numa escala de 0 a 100, o álcool aparece com 72 pontos, seguido pela heroína (55) e o crack (54). Algumas outras drogas avaliadas foram as metanfetaminas (33), cocaína (27), tabaco (26), anfetaminas (23), maconha (20), benzodiazepinoicos (como Valium) (15), ketamina (15), metadona (14), mefedrona (13), ecstasy (9), esteroides anabolizantes (9), LSD (7) e cogumelos alucinógenos (5).

Nota: Tenho certeza de que esta pesquisa não terá nem a décima parte da repercussão e da mídia do que aquela outra pesquisa, nada desinteressada (como já exposto, ateriormente, por este blog), que alardeava os benefícios cardíacos do consumo de álcool. Mas a verdade exposta pela pesquisa é crua e estarrecedora! Ninguém tem dúvidas da devastação que as drogas ilegais estão causando na sociedade. O que chama a atenção é que as drogas legalizadas são mais prejudiciais do que muitas ilegais - algo que as pessoas mais cônscias já sabiam, por raciocínio e empirismo - e são amplamente divulgadas pela mídia. O tabagismo, tão condenado no nosso meio "politicamente correto", acaba ficando bastante atrás do álcool na lista de nocividade, embora as leis e campanhas de conscientização para o último sejam bem mais brandas. É a fome hedonista da modernidade alimentando a ganância de uma indústria bilionária.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tempo demais na TV ou computador prejudica crianças apesar de exercícios

Yahoo notícias

WASHINGTON (AFP) - Crianças que passam muitas horas por dia na frente de uma tela têm mais risco de sofrer problemas psicológicos, mesmo que mantenham atividade física intensa, indicou um estudo publicado nesta segunda-feira pelo jornal americano Pediatrics.

Pesquisadores da universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, perguntaram a 1.013 crianças de 10 e 11 anos quanto tempo passam por dia jogando video-games ou assistindo televisão. As respostas variaram entre zero e cinco horas.

As crianças também responderam a um questionário para determinar seu estado psicológico. Além disso, receberam um aparelho, que deveriam usar durante uma semana na cintura para medir a intensidade da atividade física realizada.

De acordo com os pesquisadores, as crianças que passavam duas ou mais horas por dia na frente de uma tela eram mais hiperativas, tinham mais dificuldades em se relacionar socialmente e mais problemas emocionais do que aquelas que passavam menos tempo - embora fossem fisicamente mais ativos.

Até agora, estudos demonstravam que as crianças fisicamente mais ativam compensavam os efeitos negativos das horas passadas em frente a uma tela, e muitos pais acreditam que os filhos podem passar o tempo que quiserem vendo TV ou jogando, desde que compensem se exercitando, destacou o jornal médico.

Nota: esta pesquisa veio confirmar a sabedoria das nossas mães que já diziam "que muita TV não presta". Agora é interessante a informação de que mesmo o exercício físico é incapaz de neutralizar o efeito nocivo da televisão nas crianças... O que será desta geração educada pela empregada e pela TV?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sequenciamento Genético: A frustração.

Quando a molécula de DNA foi descoberta, em 7 de março de 1953 pelo estadunidense James Watson e pelo britânico Francis Crick, ficou claro que a ciência se deparava com um dos maiores avanços científicos do século.

A partir de então, muitas teorias e especulações foram propostas a respeito do funcionamento da molécula e de suas consequencias para o futuro da humanidade. A ciência chegou a acreditar ser possível traçar, com perfeição, as doenças que uma pessoa teria durante a vida, antes mesmo de ela nascer.

Com o anúncio do sequenciamento genético humano, há poucos anos, a ciência parecia tangenciar a ficção científica, onde se afigurava a criação de órgãos para transplantes sem rejeições, medicina preventiva, super-humanos, etc.

No entanto, com o passar dos anos, os cientistas ligados à área tiveram algumas desilusões. Isto tem se mostrado em vários estudos conduzidos sobre a correlação de trechos do DNA e o risco de doenças. Em um artigo publicado na semana passada, na revista Science, dois pesquisadores (Suíça e Estados Unidos) afirmaram que o homem está muito mais sujeito ao ambiente e seu estilo de vida do que outrora se imaginava, dando ao DNA um papel bem mais humilde do que os anteriores.

Embora a molécula continue sendo uma das mais fantásticas criações conhecidas no Universo, a ciência tem, seguidamente, comprovado que o homem tem cada vez menos apoio para descansar na predestinação e cada vez mais responsabilidades quanto ao seu próprio bem-estar.

"Uma meta factível de saúde pública que merece destaque é identificar, para cada indivíduo, fatores no seu estilo de vida que representem riscos particularmente elevados de doenças crônicas", dizem os pesquisadores.

Estas conclusões já estavam disponíveis há três milênios... E ganharam uma forcinha há 150 anos...